Durante a inauguração da Casa do Trabalhador, nesta terça-feira, 23, em Palmas, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, fez um apelo aos senadores do Tocantins para que apoiem a proposta de redução da jornada semanal de trabalho e o fim da escala 6×1. 

Segundo o ministro, a mudança é uma resposta ao desgaste enfrentado por milhões de trabalhadores brasileiros. “No momento é preciso enxergar o sofrimento, muitas vezes, de jovens, homens e mulheres, que, na escala 6X1, vêm fazendo um grito muito profundo, muito alto”, afirmou.

Ao defender a proposta, Marinho disse que o atual modelo de jornada tem provocado impactos na saúde dos trabalhadores. “A mulher trabalhadora, o jovem trabalhador, têm gritado muito, pedido mudanças na sua vida. A escala 6X1 tem gerado adoecimento, tem gerado estresse, tem gerado sofrimento de muita gente”, declarou.

O ministro também argumentou que a mudança pode beneficiar o mercado de trabalho. “As empresas, por outro lado, não conseguem preencher as vagas abertas por conta desse problema, em consequência da escala 6X1”, disse.

Segundo Luiz Marinho, a proposta que prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e aguarda análise do Senado Federal.

“Esse grito foi ouvido em Brasília. Foi ouvido na Câmara Federal dos Deputados e Deputadas, e foi aprovado o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho sem redução do salário. Mas é preciso que o Senado da República também escute esse grito”, afirmou.

Ao citar os representantes do Tocantins no Senado, o ministro pediu mobilização em favor da proposta. “Vocês podem conversar com eles. Eu sei que tem senador aqui que já disse: ‘conte conosco’. Mas é preciso que os três senadores também digam que estão ao lado dos trabalhadores”, declarou.

Marinho encerrou a defesa da medida reforçando que a mudança representa uma demanda da classe trabalhadora. “A classe trabalhadora, o povo trabalhador brasileiro, precisa de dois dias de descanso por semana, pelo menos”, concluiu.