Ministros de Lula bancaram Paulo Mourão e isolaram articulação de Irajá no PT
06 agosto 2026 às 11h23

COMPARTILHAR
A carta divulgada nesta quinta-feira, 6, pelo senador Irajá Abreu (PSD), anunciando sua saída da disputa ao Senado, encerra uma disputa travada nas últimas semanas longe dos holofotes: a tentativa de convencer a direção nacional do PT a abrir mão da candidatura de Paulo Mourão ao Senado. A articulação, porém, encontrou resistência entre dirigentes e ministros do governo Lula, que defenderam a manutenção de um nome petista na chapa encabeçada por Laurez Moreira.
Entre os principais defensores de Paulo Mourão estava o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, um dos integrantes mais influentes do PT e aliado próximo do presidente. A presença do ministro na convenção da coligação, realizada na terça-feira, em Palmas, foi interpretada por integrantes do partido como um sinal de prestígio à candidatura de Mourão.
Nos bastidores, Irajá buscou reverter a decisão da Executiva Nacional petista. O Jornal Opção Tocantins revelou a conversa do senador com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, para discutir a composição da chapa. As tratativas, contudo, não alteraram a posição da direção nacional, que manteve o entendimento de preservar uma candidatura própria do PT ao Senado dentro da aliança com o PSD.
Até então, a estratégia de Irajá era ser o representante do campo político ligado ao presidente Lula na disputa ao Senado, mesmo filiado ao PSD. Com Paulo Mourão respaldado pela cúpula nacional do PT e homologado na convenção, a margem para uma mudança praticamente desapareceu. A carta divulgada nesta quinta-feira formalizou o desfecho de uma disputa que vinha sendo travada dentro da própria aliança de centro-esquerda no Tocantins.
