Obras da Ponte Siqueira Campos são investigadas por possível impacto na segurança estrutural
13 julho 2026 às 11h35

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A retirada da mureta de concreto da Ponte Governador José Wilson Siqueira Campos e a instalação de uma estrutura metálica durante as obras de alargamento e duplicação da via passaram a ser investigadas devido à possibilidade de impactos na segurança estrutural da ponte e dos usuários que utilizam o trecho entre Palmas e o Distrito de Luzimangues.
A apuração foi aberta pelo Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO), por meio da 23ª Promotoria de Justiça da Capital, que instaurou um Inquérito Civil Público após receber uma representação apresentada por Valgne Pereira de Souza. O procedimento busca verificar se as intervenções realizadas na ponte podem ter provocado aumento de carga sobre a estrutura sem previsão no projeto estrutural original.
A investigação ocorre no momento em que a ponte passa por um projeto de duplicação considerado uma das principais obras de mobilidade da região. A intervenção prevê a ampliação da capacidade de tráfego da ligação entre Palmas e Luzimangues, na TO-080, com execução coordenada pela Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura do Estado do Tocantins (Ageto).
O empreendimento teve previsão inicial de investimento de aproximadamente R$ 98 milhões para a ponte, com financiamento dentro de uma operação de crédito que inclui recursos destinados à infraestrutura viária estadual. A instauração do inquérito foi publicada nesta sexta-feira, 10.
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A Ageto foi indicada como investigada no procedimento, e conforme a portaria de instauração, o órgão deverá apresentar informações detalhadas sobre o projeto de alargamento e duplicação da ponte, incluindo documentos técnicos relacionados à retirada da mureta de concreto, instalação da estrutura metálica, projeto executivo, estudos de viabilidade e laudos de segurança estrutural.
O MPTO também determinou a realização de uma vistoria técnica pela Assessoria Técnica de Engenharia da instituição para avaliar as condições atuais da ponte e verificar os efeitos das alterações promovidas na estrutura. O relatório deverá analisar especialmente a substituição da mureta de concreto pela estrutura de ferro e o alargamento da pista de circulação.
Além disso, o procedimento prevê a solicitação de apoio do Centro de Apoio Operacional do Urbanismo, Habitação e Meio Ambiente (CAOMA) para auxiliar nas medidas necessárias durante a apuração.
A portaria destaca que a Ponte Governador José Wilson Siqueira Campos representa uma importante ligação de mobilidade urbana e integração regional, o que exige acompanhamento das condições técnicas e de segurança das intervenções realizadas na estrutura.
Confira o que diz a Ageto
A Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto) esclarece que as intervenções realizadas na Ponte Governador José Wilson Siqueira Campos seguem os projetos executivos, estudos técnicos, memoriais descritivos e demais documentos de engenharia, elaborados para garantir a qualidade, a segurança e a eficiência dos serviços executados.
Todos os projetos e a execução da obra possuem as respectivas Anotações de Responsabilidade Técnica (ART), em conformidade com as normas do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea).
A Agência informa que a estrutura instalada na ponte corresponde ao novo guarda-roda, dispositivo de segurança previsto no projeto e dimensionado para a proteção dos usuários da via.
As estruturas metálicas observadas durante a execução da obra fazem parte da armadura interna do elemento de concreto armado, uma etapa do processo construtivo, e não representam a estrutura final de proteção. Dessa forma, o guarda-roda da ponte não foi substituído por uma grade metálica.
As imagens divulgadas retratam uma fase intermediária da execução dos serviços e não a configuração definitiva da estrutura prevista no projeto.
A Ageto reafirma seu compromisso com a transparência, a qualidade técnica e a segurança da obra. A duplicação e o alargamento da Ponte Governador José Wilson Siqueira Campos seguem em andamento com o objetivo de ampliar a capacidade de tráfego entre Palmas e o Distrito de Luzimangues, proporcionando mais segurança, mobilidade e desenvolvimento para a região.
