Oito pessoas são indiciadas por esquema de lavagem de dinheiro ligado a facção criminosa que movimentou mais de R$ 64 milhões
18 setembro 2026 às 16h23

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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO) concluiu a fase complementar da Operação Serras Gerais e indiciou oito pessoas investigadas por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e atuação interestadual.
A nova etapa da investigação teve como objetivo identificar o núcleo financeiro responsável por movimentar, ocultar e tentar conferir aparência legal aos valores obtidos com atividades criminosas. Segundo a FICCO/TO, o grupo utilizava empresas de fachada, instituições de pagamento, criptoativos e negociações de veículos de alto valor para dificultar o rastreamento dos recursos.
Durante a análise de dados bancários, fiscais e telemáticos, os investigadores identificaram que empresas utilizadas pelo grupo movimentaram mais de R$ 64 milhões. Parte desses valores teria sido transferida por meio de estruturas empresariais criadas para ocultar a origem dos recursos.
A investigação apontou ainda que mais de R$ 9,3 milhões foram repassados por empresas de fachada para uma instituição de pagamento que, conforme apurado, funcionava sem autorização do Banco Central.
Além das transferências bancárias, a organização teria utilizado operações envolvendo criptoativos, como Tether (USDT) e Bitcoin, para converter valores e dificultar a identificação da origem do dinheiro.
Veículos de luxo eram usados para ocultação de patrimônio
Outro mecanismo identificado pela FICCO/TO foi a aquisição de veículos de alto valor. Conforme a investigação, automóveis eram negociados por uma revendedora localizada em Goiânia (GO), formalmente registrada em nome de terceiros.
Entre os veículos apreendidos durante as diligências estão modelos como Toyota Hilux, SW4 e Honda City. Segundo os investigadores, os bens faziam parte da estratégia para transformar os recursos ilícitos em patrimônio aparentemente regular.
Indiciamentos foram encaminhados à Justiça
Ao final da apuração, oito pessoas apontadas como integrantes dos núcleos financeiro, empresarial e comercial da organização criminosa foram indiciadas. Também foram identificadas pessoas jurídicas supostamente utilizadas na estrutura investigada.
Os indiciamentos consideram a participação individual de cada investigado e envolvem crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, associação para o tráfico de drogas e fraude à fiscalização tributária.
O relatório final da investigação foi encaminhado à Vara Criminal da Comarca de Dianópolis para adoção das medidas legais cabíveis.
Operação Serras Gerais
A Operação Serras Gerais é conduzida pela FICCO/TO, força integrada formada pela Polícia Federal, Secretaria da Segurança Pública do Tocantins, Polícia Civil do Tocantins, Polícia Militar do Tocantins e Polícia Penal do Tocantins.
A atuação conjunta tem como foco o combate ao crime organizado no Estado, com ações voltadas à investigação de grupos envolvidos em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes relacionados.
