O atual procurador-geral de Justiça do Tocantins, Abel Andrade Leal Júnior, foi escolhido pelos membros do Ministério Público do Estado (MPTO) para permanecer no comando da instituição no biênio 2027/2028. A eleição para formação da lista destinada à escolha do chefe do MPTO foi realizada nesta quinta-feira, 17, por meio de votação eletrônica.

Candidato único no processo eleitoral, Abel recebeu 120 votos dos 123 membros aptos a votar, o que representa 97,56% dos votos registrados. A votação teve participação integral dos eleitores habilitados, com um voto em branco e dois votos nulos.

Resultado será encaminhado ao governador

Com a conclusão da votação e da apuração, o nome de Abel Andrade Leal Júnior será encaminhado ao governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, nesta sexta-feira, 18. Cabe ao chefe do Executivo estadual realizar a nomeação do procurador-geral de Justiça para o próximo mandato.

A eleição foi conduzida pela Comissão Eleitoral designada pelo Conselho Superior do Ministério Público, formada pela promotora de Justiça Cynthia Assis de Paula, presidente dos trabalhos; pela promotora Cristina Seuser; e pelo promotor Daniel José de Oliveira Almeida.

Abel acompanha apuração e agradece confiança

O procurador-geral acompanhou a apuração realizada no Plenário dos Órgãos Colegiados da Administração Superior Sônia Maria Araújo Pinheiro, em Palmas. Após a divulgação do resultado, ele foi cumprimentado por membros e servidores presentes.

Também acompanhou o ato o presidente da Associação Tocantinense do Ministério Público (ATMP), promotor de Justiça Francisco José Pinheiro Brandes Júnior.

Abel afirmou que o resultado aumenta a responsabilidade para a condução da instituição e reforçou o compromisso com uma gestão participativa.

“Recebo este resultado com gratidão, humildade e um senso ainda maior de responsabilidade. A confiança dos membros renova o nosso compromisso com uma gestão participativa, próxima e aberta ao diálogo”, declarou.

Segundo ele, a próxima gestão terá como foco a continuidade de projetos, o fortalecimento das condições de trabalho e o aprimoramento da atuação do MPTO.

Processo eleitoral

A votação ocorreu das 9h às 17h, no Plenário Sônia Maria Araújo Pinheiro, em Palmas. Conforme a Comissão Eleitoral, o processo transcorreu sem intercorrências e seguiu as regras previstas na regulamentação institucional.

Por se tratar de candidatura única, não houve necessidade de definição da ordem dos candidatos na urna eletrônica.

A presidente da Comissão Eleitoral, Cynthia Assis de Paula, afirmou que os procedimentos foram realizados conforme a legislação interna do Ministério Público e destacou o acompanhamento de todas as etapas do processo.

“Nós fomos pautados pela nossa legislação, notadamente pela resolução instituída pelo Colégio de Procuradores, que regulamenta o processo eleitoral para a escolha da lista tríplice”, afirmou.

A comissão também contou com o trabalho da secretária LaidyLaura de Araújo, analista em desenvolvimento social, no acompanhamento dos procedimentos administrativos.