Operação contra disputa pelo tráfico prende chefe de grupo criminoso e outros três suspeitos em Palmas e Miracema
12 junho 2026 às 09h25

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Nesta sexta-feira, 12, a Polícia Civil do Tocantins (PCTO) deflagrou uma nova fase da Operação Narke VI contra integrantes de um grupo criminoso suspeito de ataques violentos a membros de facções rivais em Miracema do Tocantins. Os supostos crimes foram registrados em maio e por meio da 6° Delegacia Especializada de Investigações Criminais (6° DEIC – Paraíso) foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em endereços em Palmas e Miracema.
De acordo com as investigações da PCTO, o principal alvo é um homem conhecido como “Peteco”, que é apontado como o chefe da célula local da facção, chamada “Tropa do Papa”’. Ele foi preso em Palmas, onde era monitorado por tornozeleira eletrônica em razão de condenações anteriores, sendo também autuado em flagrante por tráfico de drogas durante o cumprimento dos mandados.
Um segundo mandado de prisão foi cumprido em unidade penal na capital, contra um homem que já estava detido por outros crimes. Dois dos alvos de mandados de prisão preventiva seguem foragidos. Durante o cumprimento dos mandados, seis pessoas foram presas em flagrante.
Ainda conforme a Polícia Civil, no endereço de ‘Peteco’, uma mulher foi detida após danificar o próprio celular no momento da chegada da polícia e responderá por embaraçar investigação sobre organização criminosa. Ela é suspeita também de integrar a organização, uma vez que alugou imóveis utilizados pelos grupos criminosos. A esposa de Peteco também foi autuada em flagrante por integrar a organização. Em Miracema do Tocantins, uma outra mulher foi presa por danificar o aparelho celular. Outros três indivíduos, vinculados à facção criminosa, foram presos em flagrante por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.
A PCTO aponta que os crimes teriam relação com a disputa por territórios para o tráfico de drogas em Miracema e em retaliação a mortes de comparsas de Peteco na atividade criminosa.
A ação integra a Operação Narke VI, coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para coibir a ação de grupos criminosos violentos que atuam no tráfico de entorpecentes.
O delegado responsável pela investigação, Antônio Onofre Oliveira da Silva Filho, disse que “a operação, além de desarticular o grupo criminoso, tem por objetivo promover ações de repressão qualificada contra atuação de organizações criminosas em atuação na região”.
