Operação investiga esquema de tráfico de armas e lavagem de dinheiro ligado a organizações criminosas no Tocantins
20 agosto 2026 às 07h27

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Uma investigação sobre a circulação de armas e dinheiro entre integrantes de organizações criminosas levou a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (Ficco/TO) a deflagrar, nesta quinta-feira, 20, a Operação Arsenal. A ofensiva mobiliza cerca de 120 policiais e cumpre 15 mandados de busca e apreensão em Palmas, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins e Imperatriz, no Maranhão.
O caso começou a ser investigado depois que armas de fogo e coletes balísticos foram furtados de uma empresa de segurança privada em Palmas. Conforme a apuração, os responsáveis pelo crime interromperam os sistemas de energia e monitoramento do local antes de retirar os equipamentos.
As diligências realizadas posteriormente indicaram que parte das armas deixou o Tocantins e foi encaminhada para outros estados. Segundo a investigação, o armamento também teria sido empregado para quitar dívidas relacionadas ao tráfico de drogas e para fornecer armas a integrantes de organizações criminosas.
Rede de circulação de armas e recursos
Com o avanço do trabalho investigativo, foram identificadas relações entre integrantes de diferentes grupos criminosos e uma rede que conectava Tocantins, Goiás, Pará, Maranhão e Rio de Janeiro. Entre os investigados, a Ficco/TO identificou operadores que atuavam no Tocantins e em Goiás e mantinham vínculos com integrantes de organizações criminosas de alcance nacional. A análise financeira também encontrou transferências entre pessoas relacionadas a diferentes grupos.
Os dados reunidos apontam para uma estrutura compartilhada para o deslocamento de armamentos e recursos financeiros entre os estados. O mecanismo, conforme a investigação, permitia tanto a circulação das armas quanto a movimentação de valores provenientes de atividades ilícitas.
A parte financeira da investigação identificou contas bancárias pertencentes a terceiros, empresas e depósitos realizados de forma fracionada. Esses mecanismos teriam sido utilizados para dificultar a identificação da origem e do destino dos recursos. Ainda conforme a apuração, os investigados movimentaram milhões de reais em períodos curtos, em transações incompatíveis com a capacidade financeira identificada e os valores estariam relacionados à estrutura empregada nas atividades de tráfico de armas e drogas.
Apuração segue
A Operação Arsenal também busca localizar armas que ainda não foram recuperadas e identificar outros integrantes envolvidos no esquema. A investigação continua para detalhar a movimentação dos recursos financeiros e o funcionamento da estrutura utilizada pelos grupos. A Ficco/TO pretende também encontrar os mecanismos logísticos e financeiros empregados na circulação de armas, drogas e recursos ilícitos entre diferentes estados.
