Operação mira grupo suspeito de aplicar golpe da falsa central bancária e investiga prejuízo de R$ 300 mil a vítima de Palmas
01 julho 2026 às 13h43

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A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, nesta quarta-feira, 1º, a Operação Last Call para cumprir mandados contra um grupo investigado por aplicar o chamado “golpe da falsa central bancária”. A ação ocorreu nas cidades de São Paulo, Guarulhos, Jundiaí e Itu, no estado de São Paulo, e integra a Operação Brasil Contra o Crime Organizado, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
A operação é conduzida pela Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) de Palmas e tem como alvo uma organização criminosa investigada por enganar vítimas ao se passar por funcionários de instituições financeiras. As investigações tiveram início no fim de 2024, após um morador de Palmas relatar ter sido vítima do golpe, com prejuízo estimado em aproximadamente R$ 300 mil.
De acordo com a investigação, os criminosos entraram em contato com a vítima por telefone, informando falsamente sobre movimentações suspeitas na conta bancária. Durante a ligação, orientaram a realização de supostos procedimentos de segurança. Convencida pela fraude, a vítima concedeu permissões de acesso e realizou transferências bancárias para beneficiários indicados pelos investigados.
Segundo as investigações, esse tipo de golpe normalmente começa com ligações telefônicas em que os criminosos simulam atendimento de instituições financeiras. Após informarem falsas tentativas de compras, transferências ou invasões de conta, induzem a vítima a seguir procedimentos que, na prática, permitem o acesso às contas bancárias ou a realização de transferências para contas controladas pela organização criminosa.
Ao longo da apuração, a Polícia Civil identificou nove integrantes do grupo, todos residentes no estado de São Paulo. Eles são investigados pelos crimes de organização criminosa, furto mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
Com base nas provas reunidas durante o inquérito, a Polícia Civil representou pelas medidas cautelares que resultaram na expedição, pela 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas, de 15 mandados judiciais, sendo um de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foi preso preventivamente J.M.F.M., de 43 anos. Também foram apreendidos aparelhos celulares, notebooks, máquinas de cartão, chips telefônicos, cartões bancários em nome de terceiros e diversos equipamentos eletrônicos utilizados nas atividades investigadas.
Ainda nesta quarta-feira, serão cumpridas medidas de bloqueio e sequestro de valores existentes em contas bancárias e carteiras de ativos digitais vinculadas aos investigados.
O delegado-chefe da DRCC de Palmas, Lucas Brito Santana, destaca que a operação representa mais uma importante ação da Polícia Civil no enfrentamento aos crimes cibernéticos e às organizações especializadas em fraudes eletrônicas.
“O trabalho investigativo permitiu identificar a estrutura criminosa responsável pela fraude e reunir elementos suficientes para responsabilizar seus integrantes. Além do cumprimento dos mandados, buscamos retirar da organização os recursos obtidos ilicitamente, reduzindo sua capacidade financeira e operacional”, ressaltou.
O nome da operação faz referência ao principal instrumento utilizado pelos investigados para aplicar os golpes: ligações telefônicas fraudulentas que simulavam centrais de atendimento bancário. A expressão “Last Call”, ou “Última Chamada”, simboliza a interrupção definitiva da atuação da organização criminosa.
A operação contou com o apoio de diversas unidades das Polícias Civis do Tocantins e de São Paulo, mobilizando cerca de 60 policiais civis.
Após os procedimentos de polícia judiciária, o preso foi encaminhado ao sistema prisional paulista, onde permanecerá à disposição da Justiça até seu recambiamento ao Tocantins. O inquérito policial será concluído nos próximos dias.
A Operação Brasil Contra o Crime Organizado é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e reúne forças de segurança de todo o país em ações integradas voltadas ao combate às organizações criminosas, com foco no cumprimento de mandados judiciais, na descapitalização de grupos criminosos e no fortalecimento das ações de inteligência e investigação policial.
