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João Rigo Guimarães visitou cartórios e locais de votação para acompanhar o andamento do processo eleitoral. Segundo ele, a eleição deste domingo foi marcada pela eficiência e reforçou a confiança na Justiça Eleitoral do Tocantins
No segundo turno das eleições municipais de 2024, realizado neste domingo, dia 27 de outubro, eleitores de 15 capitais brasileiras escolheram seus novos prefeitos, que assumirão o mandato a partir de 1º de janeiro de 2025. Outras 11 capitais já haviam definido seus representantes no primeiro turno, realizado em 6 de outubro.
Confira abaixo a lista completa dos prefeitos eleitos neste segundo turno:
- Aracaju (SE): Emília Corrêa (PL)
- Belém (PA): Igor Normando (MDB)
- Belo Horizonte (MG): Fuad Noman (PSD)
- Campo Grande (MS): Adriane Lopes (PP)
- Cuiabá (MT): Abílio Brunini (PL)
- Curitiba (PR): Eduardo Pimentel (PSD)
- Fortaleza (CE): Evandro Leitão (PT)
- Goiânia (GO): Mabel (União Brasil)
- João Pessoa (PB): Cícero Lucena (PP)
- Manaus (AM): David Almeida (Avante)
- Natal (RN): Paulinho Freire (União Brasil)
- Palmas (TO): Eduardo Siqueira Campos (Podemos)
- Porto Alegre (RS): Sebastião Melo (MDB)
- Porto Velho (RO): Léo (Podemos)
- São Paulo (SP): Ricardo Nunes (MDB)
Com o segundo turno das eleições municipais já encerrado, resta agora a expectativa de que os novos gestores municipais, eleitos com o voto de confiança da população, estejam prontos para enfrentar um desafio financeiro histórico. Um estudo recente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela um cenário crítico: mais de 50% dos municípios brasileiros estão no vermelho, acumulando um déficit de R$ 16,2 bilhões, o maior percentual em décadas. Esse contexto de crise é um lembrete de que o trabalho que os prefeitos e vereadores eleitos terão pela frente vai muito além das promessas de campanha.
As dificuldades financeiras que as cidades enfrentam têm origens complexas, mas o aumento de despesas pós-pandemia emerge como uma das principais causas. Em áreas fundamentais como saúde, educação e urbanismo, os custos dispararam. Só em 2023, as despesas cresceram 14,8%, e apenas com pessoal o aumento foi de 13,2%, totalizando R$ 47,6 bilhões a mais em gastos. Isso decorre dos reajustes salariais e da retomada de contratações de servidores, necessárias para garantir o funcionamento dos serviços públicos básicos.
O limite de gastos com pessoal, estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), já foi ultrapassado ou atingido por muitos municípios, evidenciando a dificuldade das administrações em equilibrar as contas. Enquanto os custos crescem, as receitas municipais não acompanham o mesmo ritmo, exigindo criatividade e comprometimento dos gestores para evitar o colapso dos serviços públicos.
A situação é particularmente preocupante em setores como saúde e educação, que absorvem quase metade das despesas municipais. Além disso, previdência social e urbanismo são áreas que apresentam alta demanda orçamentária, sendo responsáveis, em conjunto, por R$ 114,3 bilhões em gastos em 2023. Para os prefeitos que assumirão em 2025, a realidade é clara: qualquer chance de estabilidade fiscal exige medidas inovadoras e bem planejadas para garantir que os serviços básicos cheguem à população.
O papel dos novos gestores municipais é agora proativo e de extrema responsabilidade. E como eleitores, a participação da população se estende para além das urnas; estamos entregando aos eleitos o dever de enfrentar esses desafios com compromisso e foco no longo prazo. A boa administração vai além de um mandato; trata-se de um compromisso com a sustentabilidade financeira das cidades e com a qualidade de vida dos cidadãos.
Enquanto aguarda-se os novos mandatos começarem, espera-se que esses líderes eleitos sejam capazes de enfrentar esses desafios com seriedade, ação consciente e compromisso com o futuro das cidades.
