Palmas aparece entre as 10 capitais com melhor qualidade de vida do país; Paranã e Recursolândia estão entre as piores cidades do Brasil
20 maio 2026 às 10h14

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Palmas apareceu entre as dez capitais brasileiras com melhor qualidade de vida no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira, 20, enquanto Paranã e Recursolândia ficaram entre os 20 municípios com piores indicadores sociais e ambientais do país.
O levantamento, elaborado pelo instituto Imazon em parceria com organizações ligadas ao monitoramento de desenvolvimento social e ambiental, avaliou os 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores públicos ligados a saúde, moradia, segurança, educação, inclusão social, acesso à informação e qualidade ambiental.
A capital tocantinense alcançou 68,91 pontos e apareceu na sétima colocação entre as capitais brasileiras, atrás de Curitiba, Brasília, São Paulo, Campo Grande, Belo Horizonte e Goiânia. No ranking geral das capitais, Palmas ficou à frente de cidades como Florianópolis, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife e Salvador.
O estudo também colocou o Tocantins como o estado mais bem posicionado da região Norte no índice nacional, com média de 60,50 pontos. No recorte nacional entre as unidades da federação, o estado aparece na 17ª colocação, acima de Amazonas, Rondônia, Amapá, Acre e Pará.
Apesar do desempenho da capital e da posição estadual acima da média da região Norte, o levantamento apontou um contraste interno significativo entre os municípios tocantinenses. Recursolândia apareceu na 14ª pior posição do país, com 47,39 pontos, enquanto Paranã ficou logo atrás, na 20ª colocação entre os municípios com menor qualidade de vida do Brasil, com 47,63 pontos.
O IPS Brasil destacou que os municípios com piores desempenhos seguem concentrados majoritariamente nas regiões Norte e Nordeste, cenário que voltou a se repetir na edição de 2026. Entre os 20 últimos colocados do país, apenas uma cidade não pertence a essas duas regiões.
Segundo o levantamento, os indicadores analisados vão além da renda ou do Produto Interno Bruto (PIB). O índice mede se a população consegue acessar serviços públicos, direitos básicos e condições efetivas de qualidade de vida.
“O IPS mede resultados e não volume de investimentos ou riqueza”, afirmou Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil, ao apresentar o estudo. Segundo ela, o objetivo é verificar se os investimentos públicos conseguem efetivamente melhorar a vida da população.
O relatório aponta que a média nacional do IPS Brasil em 2026 foi de 63,40 pontos, avanço considerado pequeno em relação aos anos anteriores. Em 2025, o índice médio havia sido de 63,05. Entre os componentes analisados, Moradia registrou a melhor pontuação média nacional, com 87,95 pontos. Já Direitos Individuais apareceu como o pior indicador do país, com média de 39,14 pontos.
O estudo também identificou queda contínua nos indicadores de inclusão social desde 2024. Entre os fatores analisados estão violência contra minorias, presença de famílias em situação de rua e baixa representatividade de mulheres e pessoas negras nos legislativos municipais.
Na análise ambiental, o IPS apontou que estados da Amazônia Legal concentram alguns dos piores desempenhos do país em qualidade do meio ambiente, influenciados por indicadores como desmatamento acumulado, focos de calor e emissão de gases de efeito estufa.
Mesmo assim, o Tocantins apareceu com o melhor desempenho da região Norte no ranking estadual, à frente inclusive de estados com maior Produto Interno Bruto da região amazônica.
O IPS Brasil classifica os municípios em nove grupos de desempenho social. Segundo o relatório, 706 cidades brasileiras ficaram na faixa mais alta de desenvolvimento social, enquanto apenas 23 municípios permaneceram na categoria mais crítica do país.
