Pesquisadores da UFT criam crânio iluminado para ensino de Anatomia e são premiados no Chile
17 setembro 2026 às 11h42

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Um trabalho desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Tocantins (UFT) recebeu o primeiro lugar na apresentação de trabalhos do XXVIII Congreso de Anatomía del Cono Sur, realizado em Pucón, no Chile. A pesquisa apresenta uma técnica de iluminação com LEDs instalada em um crânio humano para facilitar a identificação dos seios paranasais, estruturas localizadas no interior dos ossos da face e do crânio.
O estudo, intitulado “Iluminación LED de los Senos Paranasales en un Cráneo Humano como Recurso Didáctico para la Enseñanza de la Anatomía y Divulgación Científica en el Museo de Morfología de la UFT”, foi desenvolvido no Museu de Morfologia da universidade e propõe o uso da iluminação como recurso para o ensino de Anatomia e para atividades de divulgação científica.
A técnica foi criada a partir de uma dificuldade encontrada na observação dos seios paranasais. Como essas cavidades ficam no interior dos ossos, a sobreposição das estruturas do crânio dificulta a visualização de seus limites. Para permitir a observação sem a necessidade de abrir ou cortar o osso, a equipe instalou LEDs de alta intensidade no interior das cavidades.
As lâmpadas foram posicionadas por meio de pequenas perfurações e receberam cores diferentes de acordo com a estrutura representada. A iluminação azul identifica os seios frontais, enquanto a verde corresponde aos seios maxilares. O equipamento possui uma fonte de energia independente e interruptores individuais, que permitem controlar a iluminação de cada região.
Segundo a professora Tainá de Abreu, uma das autoras do trabalho, o recurso possibilita utilizar o mesmo crânio para demonstrar as estruturas sem modificar sua integridade.
“Se antes seria necessário cortar esse crânio para a mesma proposta, por meio da iluminação este crânio passa a ser um objeto musealizado e mais interessante para uso no ensino”, explica.
O modelo é utilizado nas atividades acadêmicas e também integra o acervo do Museu de Morfologia da UFT. Durante as visitas guiadas, a peça é apresentada ao público como recurso para explicar a localização e a função dos seios paranasais, além de estabelecer relações com situações como processos inflamatórios associados à sinusite.
Para Tainá, a iluminação também facilita a aproximação do público com conteúdos que normalmente não podem ser observados diretamente em um crânio.
“É uma peça que chama atenção do público em geral pela iluminação e isso ajuda a despertar o interesse para compreender como é o nosso corpo por dentro”, afirma.
A apresentação no congresso também permitiu o contato da equipe com pesquisadores e professores de outras instituições da América Latina. Conforme os autores, participantes do evento demonstraram interesse em conhecer a técnica e avaliar sua aplicação em outros espaços de ensino.
O trabalho reúne professores, técnicos e estudante vinculados à UFT e ao Museu de Morfologia. Além de Tainá de Abreu, participam da pesquisa a professora Gabriela Ortega Coelho Thomazi, o professor do IFTO em cooperação com o Museu de Morfologia Ademar Paulo Junior, as técnicas de laboratório Michele Cezimbra Perim Gatinho, do Departamento de Gestão de Laboratórios, e Cesar de Lima Borges Leão, do Laboratório do Museu de Morfologia, e o aluno de pós-graduação do PPGBEc Gustavo Antônio Ribeiro Souza.
