PF cumpre mandados em três estados em apuração sobre acesso indevido a dados da Receita ligados a ministros do STF
17 fevereiro 2026 às 13h32

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Uma operação da Polícia Federal foi deflagrada nesta terça-feira, 17, para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A ação integra uma investigação que apura suspeitas de acesso e divulgação irregulares de informações da Receita Federal envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal e familiares.
Além das buscas, a operação prevê a aplicação de medidas cautelares aos investigados, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de deixar o país.
As medidas foram solicitadas pela Procuradoria-Geral da República no âmbito do inquérito das fake news e tiveram autorização do ministro Alexandre de Moraes.
O inquérito das fake news foi instaurado em março de 2019, de ofício, pelo STF. À época, a apuração tinha como objetivo investigar a disseminação de notícias falsas e ameaças virtuais direcionadas à Corte, a seus integrantes e a familiares.
No mês passado, Moraes determinou a abertura de uma nova investigação para apurar se o Conselho de Controle de Atividades Financeiras e a Receita Federal teriam promovido, de forma ilegal, a quebra de sigilo fiscal de integrantes da Suprema Corte.
A decisão foi tomada no contexto das apurações envolvendo o Banco Master e após a divulgação de informações de que irmãos do ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo, realizaram negócios com o fundo Reag Investimentos, que é investigado por suspeita de fraudes relacionadas à instituição financeira ligada a Daniel Vorcaro.
