A investigação sobre a queda do helicóptero que matou o cantor sertanejo Rick Sollo, Bruno Avelar e outras três pessoas, em Santa Catarina, passou a considerar um relato feito por um amigo do piloto Antônio Nóbrega. Durante o velório, o homem afirmou que o comandante já havia comentado sobre problemas na aeronave, especialmente durante voos em condições de chuva.

A declaração foi dada ao programa Cidade Alerta, da Record, e deverá ser analisada junto aos demais elementos reunidos na apuração. O amigo, que conhecia Antônio desde 1988 e não teve o nome divulgado, afirmou que o piloto chegou a falar sobre a possibilidade de trocar o helicóptero.

De acordo com o depoimento, a aeronave, fabricada em 2001, apresentava sinais de desgaste. O entrevistado também afirmou que, na avaliação de Antônio, o equipamento não estaria recebendo manutenções consideradas adequadas para as condições atuais de operação.

“Ele era um cara top 5 no Brasil dos pilotos de helicóptero”, afirmou o amigo ao relembrar a experiência de Antônio. Na sequência, relatou que o comandante já havia mencionado uma possível pane no helicóptero. “Tudo indica que foi uma pane no helicóptero. Ele, inclusive, ainda falava sobre isso. Que o helicóptero tinha uma pane, principalmente em tempo de chuva”, disse.

As informações, no entanto, não significam que uma falha mecânica tenha sido confirmada como causa da queda. Documentos oficiais indicam que as revisões previstas para a aeronave estavam em dia.

A investigação continua para esclarecer as circunstâncias do acidente. Entre os pontos que devem ser analisados estão as condições da aeronave, os registros de manutenção, as condições meteorológicas e os demais fatores que possam ter contribuído para a queda.