PM vai apurar entrada de celular e carregadores de arma em cela de policial investigado por assassinato de brigadista do Ibama
02 junho 2026 às 09h15

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A Polícia Militar do Tocantins informou que abrirá procedimentos administrativos para apurar como um aparelho celular e dois carregadores vazios de pistola calibre .40 foram encontrados na cela de um policial militar preso provisoriamente no 4º Batalhão da PM, em Gurupi. O PM está preso por suspeita de um outro assassinato ocorrido em Sandolândia no ano passado.
Os objetos foram apreendidos pela Polícia Civil durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão realizado na manhã desta segunda-feira, 1º, no âmbito das investigações sobre a morte do brigadista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Sidiney de Oliveira Silva, assassinado em junho de 2024, em Formoso do Araguaia.
Segundo a Polícia Militar, a ação foi executada por equipes da Polícia Civil com base em mandado expedido pela 1ª Escrivania Criminal de Formoso do Araguaia. O alvo da medida judicial foi a cela ocupada pelo militar, que já se encontra preso provisoriamente em decorrência de outra investigação de homicídio.
De acordo com a corporação, durante as buscas foram localizados apenas os dois carregadores vazios e um aparelho celular. A PM ressaltou que nenhuma arma de fogo foi encontrada no local.
Em nota, a instituição destacou que a investigação sobre o assassinato do brigadista é de responsabilidade da Polícia Civil, que conduz o inquérito e apura as circunstâncias que motivaram a expedição do mandado.
“Em relação aos objetos localizados na cela, a Corporação adotará as providências administrativas cabíveis para apuração das circunstâncias e eventual responsabilização, observados o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório”, informou a Polícia Militar.
A corporação também afirmou que acompanha as investigações sobre a suposta participação do policial militar na morte de Sidiney de Oliveira Silva e permanece à disposição para colaborar com os órgãos responsáveis pela apuração.
“A Corporação reitera que não compactua com desvios de conduta e que eventuais responsabilidades serão apuradas pelos órgãos competentes, respeitando-se a presunção de inocência e as garantias constitucionais”, acrescentou.
Operação
A ação da Polícia Civil teve como alvo dois agropecuaristas e o policial militar investigados por suposto envolvimento no assassinato do brigadista. Durante o cumprimento dos mandados, um dos investigados foi preso em flagrante por posse ilegal de munições.
O PM é suspeito de ser o executor do crime, enquanto os agropecuariastas seriam o mandante e o intermediário do assassinato. Os agropecuaristas teriam gado na Ilha do Bananal, dentro de uma terra indígena. Sidnei seria um desafeto por denunciar tais situações aos órgãos de controle.
Segundo a 3ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Gurupi, novas diligências realizadas nos últimos 30 dias identificaram elementos que apontam para a possível participação de pessoas ligadas à execução, ao planejamento e à intermediação do crime.
Sidiney de Oliveira Silva foi morto na manhã de 15 de junho de 2024. Conforme as investigações, ele foi atingido por dois disparos de arma de fogo pelas costas e morreu em decorrência dos ferimentos.
A Polícia Civil informou que o material apreendido será submetido à análise pericial e poderá auxiliar na conclusão do inquérito. Até o momento, não houve indiciamento formal dos alvos da operação.
