A segunda fase da Operação Repugnare foi deflagrada nesta terça-feira, 3, pela Polícia Civil do Tocantins (PCTO), por meio da 33ª Delegacia de Polícia de Nova Olinda, com o cumprimento de mandados relacionados a crimes sexuais investigados no município. A ação, iniciada ainda em 2025, tem como objetivo levar à Justiça pessoas que cometeram crimes sexuais contra crianças na cidade. 

Nesta terça-feira, equipes da PCTO realizaram diligências para cumprir dois mandados de prisão preventiva contra dois homens acusados de abusar sexualmente de três irmãs de 9, 12 e 18 anos.

Um dos suspeitos foi preso no local de trabalho, em uma obra na cidade de Araguaína. Trata-se de um homem de 44 anos, identificado pelas iniciais A.I.L. Após a prisão, ele foi conduzido à Central de Atendimento da PCTO em Araguaína e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional.

O segundo investigado não foi localizado e é considerado foragido. A PCTO realizou buscas no endereço dele, em Nova Olinda, mas ele não se encontrava no local.

Para auxiliar na localização, a corporação divulgou cartaz com a foto do suspeito, identificado como Joilson Soares Silva, de 40 anos.

O delegado responsável pelo caso, Fellipe Crivelaro, informou que as diligências para localizar o foragido continuam e que denúncias podem ser feitas de forma anônima. “A Polícia Civil não tolera crimes dessa natureza e atuará com todo o rigor da lei para responsabilizar os autores. Nosso compromisso é proteger crianças e adolescentes e garantir que casos como este sejam apurados com seriedade, sensibilidade e celeridade, assegurando justiça às vítimas e tranquilidade à comunidade”.

As informações podem ser repassadas pelo telefone 197.

Os crimes

As investigações tiveram início em dezembro, após uma das vítimas relatar à mãe que vinha sofrendo abusos e ameaças por parte dos dois suspeitos, que possuem relação de parentesco com familiares das vítimas. Depois do primeiro relato, as outras duas irmãs também informaram à mãe que haviam sido vítimas dos mesmos crimes.

A mãe procurou o Conselho Tutelar do município, que encaminhou o caso à delegacia e ao Instituto de Medicina Legal. Os exames realizados confirmaram os abusos.