Policial que matou filho de vereador alega legítima defesa durante confusão em Couto Magalhães
22 julho 2026 às 11h24

COMPARTILHAR
O Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins (Sinpol-TO) divulgou uma nota pública em defesa do policial civil Ronaldo Pereira da Rocha, apontado como responsável pelo disparo que matou Luciano Ferreira da Silva e Silva, filho do vereador de Couto Magalhães Lindomar Gomes da Silva, o Preto das Máquinas.
O caso ocorreu no dia 19 de julho, último domingo, na Praia do Porto Franco, em Couto Magalhães, durante uma confusão que envolveu o policial, que estava de folga, e outras pessoas que estavam no local. Luciano, de 29 anos, trabalhava como garçom no estabelecimento e morreu após ser atingido por um tiro durante a ocorrência.
Na manifestação divulgada, a assessoria jurídica do Sinpol-TO afirma que Ronaldo Pereira da Rocha teria sido agredido por várias pessoas e que o disparo teria sido realizado como forma de defesa diante da situação. “A apuração do processo irá demonstrar que a situação se configura em legítima defesa”, diz trecho da nota assinada pelo advogado Antônio Ianowich Filho.
O sindicato também destacou que o policial possui histórico de atuação na Polícia Civil do Tocantins e afirmou que ele não teria registros negativos em sua ficha funcional. Segundo a entidade, após o ocorrido, Ronaldo se apresentou espontaneamente às autoridades policiais e permaneceu à disposição dos órgãos responsáveis pela apuração.
A defesa ainda afirmou que os fatos devem ser esclarecidos dentro do devido processo legal, com análise das provas produzidas na investigação, e criticou o julgamento antecipado do caso por meio da exposição pública.
Investigação apura circunstâncias da morte
A Polícia Civil instaurou procedimento para investigar as circunstâncias da morte de Luciano Ferreira. A apuração deverá esclarecer como ocorreu a discussão, quem participou da confusão, a dinâmica das agressões relatadas pela defesa e em quais circunstâncias ocorreu o disparo que matou o jovem.
O caso gerou repercussão em Couto Magalhães, principalmente por envolver o filho de um vereador do município. Familiares e amigos da vítima protestam nas redes sociais pedindo por Justiça.
