Segundo o 11º levantamento da safra 2025/26 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Tocantins deve produzir 9,7 milhões de toneladas de grãos no ciclo atual, um aumento de 6,2% em relação à safra 2024/25. A área plantada também cresceu, chegando a 2.497,9 mil hectares, alta de 3,7%, enquanto a produtividade média estimada é de 3.898 quilos por hectare, avanço de 2,4%.

A soja continua entre os principais cultivos do estado, com área estimada em 1.645,9 mil hectares. A localização do Tocantins e a presença de áreas de várzea favorecem também a produção de sementes, pois durante o período em que outras regiões do país suspendem o cultivo por causa do vazio sanitário, o estado mantém lavouras destinadas à produção de sementes.

Em Formoso do Araguaia, as plantas estão nos estádios finais de maturação, entre R5.5 e R7.3, a colheita deve ser concluída em setembro, com produtividade prevista entre 45 e 48 sacas por hectare. De acordo com o monitoramento nacional, a região Ocidental do Tocantins representa 1,70% da soja acompanhada no país, enquanto a região Oriental responde por 1,30%.

As condições climáticas e a disponibilidade de água para irrigação têm favorecido o desenvolvimento das lavouras de soja, sem registro de problemas climáticos no período analisado. No milho, a primeira safra já foi colhida, e as regiões Ocidental e Oriental do estado somam aproximadamente 1,38% da produção nacional monitorada. A segunda safra, por sua vez, está na reta final, com 99% da área colhida no início de agosto.

Apesar do avanço da colheita, a produtividade da segunda safra caiu para 5.120 quilos por hectare, redução de 6% em comparação ao ciclo anterior. A interrupção das chuvas em meados de abril prejudicou principalmente as áreas plantadas mais tarde.

Enquanto o centro e o oeste do Tocantins conseguiram realizar o plantio no período adequado, municípios do norte e do nordeste, como Campos Lindos, enfrentaram atrasos devido à demora na colheita da soja. O arroz também ocupa uma posição de destaque, especialmente nas áreas de várzea. Na segunda safra do arroz irrigado, o plantio foi atrasado pela ocorrência de chuvas constantes. Até o momento, metade da área cultivada foi colhida, com bons resultados.

Já o arroz de sequeiro teve a colheita encerrada. As áreas plantadas mais tarde, em fevereiro, foram prejudicadas pela falta de chuva durante o período de enchimento dos grãos. A região Ocidental do Tocantins responde por 7,17% da produção nacional monitorada. No cultivo de feijão, especialmente o caupi, a produção irrigada representa 54% da área total. Municípios como Pium e Lagoa da Confusão apresentam condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras devido à disponibilidade de irrigação. Nas áreas de sequeiro, a colheita também foi concluída, mas o período seco afetou os produtores que realizaram o plantio mais tarde.

A área destinada ao feijão aumentou nesta safra diante da elevação do preço do produto e da redução da janela disponível para o cultivo do milho.

No algodão, a primeira safra está em colheita em Dianópolis. A ausência de chuvas em junho contribuiu para a maturação das plantas. Na segunda safra, a colheita já começou em Nova Rosalândia, onde o tempo seco favorece a manutenção da qualidade da fibra. Entre as demais culturas, o gergelim registrou forte redução na área cultivada. Parte dos produtores optou pelo feijão ou pelo sorgo, culturas que apresentam melhor retorno ou contribuem para a formação de palhada e a proteção do solo.

O sorgo também foi afetado pela interrupção antecipada das chuvas, especialmente nas lavouras plantadas fora do período ideal, o que reduziu a produtividade. Os dados da produção são acompanhados pela Superintendência Regional da Conab no Tocantins, responsável pelo monitoramento das lavouras e pela organização das informações utilizadas no acompanhamento da safra e do abastecimento nacional.