Quaest mostra Dorinha avançando entre eleitores que começam a decidir o voto
24 setembro 2026 às 13h12

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A comparação entre as pesquisas Quaest de agosto e setembro mostra Dorinha Seabra (União Brasil) como a principal beneficiária do período em que parte do eleitorado começou a definir o voto para o governo do Tocantins. A senadora passou de 37% para 42% na estimulada, enquanto os indecisos caíram de 16% para 9%. Vicentinho Júnior (PSDB) foi de 28% para 29% e Laurez Moreira (PSD) permaneceu com 7%. Na espontânea, o movimento foi ainda maior: Dorinha dobrou de 13% para 26%, Vicentinho passou de 15% para 16% e os eleitores sem candidato recuaram de 68% para 51%.
Os números ajudam a identificar uma mudança na relação entre Dorinha e o eleitor. Em agosto, quando o pesquisador não apresentava os nomes dos candidatos, Vicentinho ainda aparecia numericamente à frente da senadora, por 15% a 13%. Um mês depois, Dorinha chegou a 26% e abriu dez pontos sobre o tucano nessa modalidade. O avanço coincide com uma campanha que colocou a própria candidata no centro da comunicação e procurou ligar sua trajetória no Congresso e as entregas feitas aos municípios ao que pretende executar no Palácio Araguaia. O plano apresentado ao TSE reúne metas como 20 mil cirurgias eletivas por ano, funcionamento integral do Hospital Geral de Araguaína, conclusão de hospitais, concursos para as forças de segurança e investimentos em infraestrutura e desenvolvimento regional.
Essa combinação permite uma leitura política diferente daquela baseada apenas no tamanho da coligação. Dorinha tem mais de 100 prefeitos e centenas de vereadores ao seu lado, uma estrutura que garante presença nos municípios e capacidade de mobilização. Mas o eleitor que deixou a faixa da indecisão também passou a demonstrar maior reconhecimento da candidata. A campanha tem procurado apresentar uma relação direta entre passado e futuro: recursos destinados ao Tocantins e atuação parlamentar aparecem como credenciais para propostas de saúde, educação, segurança, infraestrutura e geração de emprego. A mensagem oferecida ao eleitor é menos sobre quem está ao lado de Dorinha e mais sobre o que ela própria apresenta como capacidade para governar.
A espontânea dá consistência a essa leitura porque mede quem o eleitor recorda sem receber uma lista de candidatos. Dorinha acrescentou 13 pontos nesse indicador em menos de um mês, enquanto Vicentinho acrescentou um e Laurez, um. No mesmo intervalo, a parcela que diz ter uma escolha definitiva para governador passou de 54% para 68%, enquanto os que ainda admitem mudar de candidato caíram de 45% para 31%. Há dois movimentos simultâneos registrados pela Quaest: mais eleitores passaram a definir o voto e, entre os principais candidatos, Dorinha foi quem apresentou o maior avanço.
A diferença entre agosto e setembro está justamente aí. A estrutura política continua levando a campanha de Dorinha aos municípios, mas a candidata passou a ocupar um espaço maior na decisão individual do eleitor. Quando a indecisão diminuiu, ela cresceu cinco pontos; quando o eleitor precisou dizer espontaneamente em quem votaria, dobrou seu percentual. A campanha baseada em mostrar o que Dorinha já fez e apresentar o que pretende fazer em um eventual governo encontrou espaço entre aqueles que ainda buscavam uma candidatura. A nova Quaest indica que, nesta fase da eleição, Dorinha tem conseguido transformar maior conhecimento sobre seu nome, suas entregas e suas propostas em voto.
