Quem fica de fora? Partidos fazem as contas pelas oito vagas de federal no Tocantins
30 setembro 2026 às 11h38

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Oito vagas e uma conta que não fecha para todos. A disputa do Tocantins pela Câmara dos Deputados chega à última semana com Republicanos e União Progressista fazendo as maiores projeções de bancada, enquanto PSDB, Podemos e PL tentam garantir espaço entre os eleitos. Pelos cálculos que circulam nas chapas, o Republicanos trabalha com três cadeiras; a União Progressista, com duas e possibilidade de uma terceira; PSDB e Podemos projetam ao menos uma cada. O PL, com Filipe Martins, busca uma vaga.
No Republicanos, quatro candidatos aparecem na disputa pelas posições mais competitivas. Ricardo Ayres busca a reeleição e divide espaço com Fábio Vaz, Lucas Campelo e Alfredo Júnior. A projeção de três cadeiras colocou a disputa interna entre os quatro também sob atenção nesta última semana: mesmo no cenário considerado mais favorável pela legenda, um deles ficaria fora.
A União Progressista tem uma conta parecida. Janad Valcari e Jair Farias, deputados estaduais que disputam a Câmara, chegaram à campanha com bases eleitorais consolidadas. Coronel Barbosa, ex-comandante-geral da Polícia Militar, e Luana Nunes, filha da prefeita de Gurupi, Josi Nunes, também estão entre os nomes da chapa. A federação trabalha com duas cadeiras, mas seus integrantes ainda sustentam a possibilidade de chegar a três.
No PSDB, Iratã Abreu, Cinthia Ribeiro e Osires Damaso disputam espaço em uma chapa que tem Vicentinho Júnior como candidato ao governo. Há cálculos internos que apontam possibilidade de duas cadeiras, mas a projeção mais recorrente coloca os tucanos na disputa por uma. Se esse cenário prevalecer, a briga passa também por quem termina à frente dentro da própria chapa.
O Podemos tem situação semelhante. O ex-governador Sandoval Cardoso aparece entre os candidatos mais cotados da legenda, ao lado do deputado federal Tiago Dimas, que busca a reeleição. O partido, comandado no Tocantins pelo prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, iniciou a campanha com expectativa de duas vagas, mas aparece nas contas desta última semana com uma cadeira como projeção mais cautelosa.
É na última vaga que o PL tenta entrar. Filipe Martins decidiu permanecer no partido e busca a reeleição com uma campanha ligada ao eleitorado bolsonarista. Com três vagas para o Republicanos, duas para a União Progressista e uma para PSDB e Podemos, são sete cadeiras. A oitava é disputada pelo PL, pela tentativa da União Progressista de fazer o terceiro nome e por outras chapas que ainda buscam alcançar representação, entre elas a Federação Brasil da Esperança.
As contas podem mudar com a votação de domingo. O que está colocado às vésperas da eleição é uma disputa em duas frentes: partidos tentam alcançar votação para aumentar suas bancadas, enquanto candidatos competitivos da mesma chapa disputam entre si quem ocupará as cadeiras conquistadas. No Republicanos, quatro nomes brigam por uma projeção de três vagas. Na União Progressista, quatro candidaturas disputam uma conta que parte de duas. No PSDB e no Podemos, mais de um candidato competitivo disputa uma projeção que hoje passa por uma cadeira. No domingo, não haverá espaço para todas essas contas.
