Questionado sobre perda de arrecadação com cortes de ICMS e IPVA, Vicentinho diz: ‘Se eles não sabem como fazer, eu sei’
08 outubro 2026 às 19h59

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O candidato ao governo do Tocantins Vicentinho Júnior (PSDB) afirmou, nesta quinta-feira, 8, em entrevista ao Jornal Opção Tocantins, que pretende cumprir as propostas de redução do ICMS e de isenção do IPVA anunciadas durante a campanha. Questionado sobre como compensaria a perda de arrecadação provocada pelas medidas, o deputado federal citou sua experiência na elaboração de orçamentos públicos e afirmou que pretende discutir as mudanças com a equipe econômica e os auditores fiscais do estado.
“Deixa eu dizer uma coisa, o Tocantins vai viver no ano que vem um momento estranho de ter um governador que entende de orçamento. Eu estou há 12 anos no Congresso Nacional e há oito participo ativamente de todas as discussões de construção de orçamento, de receita, de impacto, de suplementação”, declarou. Segundo Vicentinho, a política tributária de um eventual governo deverá considerar a capacidade de pagamento da população e a situação financeira das empresas.
Durante a campanha, o candidato anunciou a intenção de reduzir em 15% o ICMS incidente sobre energia elétrica e combustíveis. Também apresentou propostas de isenção do IPVA para motocicletas de até 180 cilindradas, veículos elétricos e caminhões novos, estes últimos pelo período de quatro anos. As medidas fazem parte das propostas econômicas do tucano, que associa a redução de tributos à diminuição dos custos de produção e das despesas das famílias.
Ao responder sobre os efeitos das propostas nas contas públicas, Vicentinho afirmou que pretende reunir representantes da área econômica e da arrecadação estadual para definir a execução das medidas. Ele também criticou a justificativa de que a manutenção de obras e serviços públicos depende da atual carga tributária. “Não vão sacrificar os nossos empresários”, disse. O candidato citou ainda o Fundo Estadual de Transporte (FET) entre os instrumentos de arrecadação que considera excessivos.
O deputado federal argumentou que a redução de impostos pode contribuir para diminuir despesas com combustíveis, energia elétrica e produtos da cesta básica. Segundo ele, o peso dessas contas compromete o orçamento doméstico. “No final do mês, o povo nosso está assim: eu pago qual conta? Eu pago o remédio, eu pago a cesta, eu pago a farmácia, eu pago a escola? E, no final, uma coisa fica para trás sem pagar”, afirmou.
Vicentinho também questionou a comparação das alíquotas do Tocantins com as praticadas em estados que cobram percentuais superiores. Como exemplo, mencionou o Espírito Santo, onde, segundo ele, a alíquota de referência do ICMS é de 17%. O candidato defendeu que o Tocantins considere experiências de estados com tributação menor, em vez de utilizar apenas aqueles com impostos mais elevados como parâmetro. “Se ele não sabe como fazer, eu sei”, declarou, em crítica à condução da política tributária estadual.
Ao tratar da viabilidade das propostas, o tucano pediu que os eleitores acompanhem seu plano de governo e a futura composição da equipe econômica, caso seja eleito. “Olhe o meu plano de governo, acompanhe a composição da nossa equipe de governo a partir da transição. Aí tu vai entender, o povo nosso vai entender que aqui não é promessa de candidato, é experiência de um congressista adquirida ao longo de 12 anos de mandato”, afirmou.
Na entrevista, Vicentinho também criticou o custo da energia elétrica e dos combustíveis no Tocantins. Para o candidato, a condição do estado como produtor e transmissor de energia deveria ser considerada na discussão sobre os valores pagos pelos consumidores. Ele afirmou que a redução da carga tributária é uma das medidas que pretende adotar para aliviar as despesas das famílias e das empresas. O tucano voltou a defender que sua experiência nas discussões orçamentárias do Congresso Nacional será utilizada na elaboração das medidas econômicas de um eventual governo.
