SES diz que quitou pagamentos de abril após rede particular anunciar restrição a novas internações em UTIs pelo SUS
22 outubro 2026 às 08h49

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A Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) informou ao Jornal Opção Tocantins que concluiu nesta quarta-feira, 21, os pagamentos referentes aos serviços prestados em abril de 2026 pelos hospitais da rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS). A manifestação ocorre após o Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Tocantins (Sindesto) anunciar que unidades privadas deixariam de admitir novos pacientes pelo SUS por dificuldades financeiras e falta de insumos.
Segundo a pasta, os repasses cumprem um acordo firmado com a entidade. Os pagamentos relativos à competência de maio estão previstos para serem concluídos até sexta-feira, 30, conforme o cronograma que a secretaria afirma ter documentado e estabelecido com o sindicato.
O comunicado do Sindesto aponta restrições, a partir desta quarta-feira, 21, à admissão de novos pacientes em UTIs adultas, neonatais e pediátricas, além de leitos de internação hospitalar. A entidade afirma que a situação também compromete a realização de procedimentos eletivos.
Ao responder ao anúncio, a SES-TO declarou que a “paralisação repentina dos serviços causa estranheza, especialmente por ocorrer às vésperas do pleito eleitoral”. A secretaria sustenta que mantém o diálogo com os prestadores e cumpre os compromissos assumidos.
A pasta também classificou como preocupante a adoção de medidas que possam comprometer a continuidade da assistência hospitalar e prejudicar os usuários da rede pública.
Sindicato aponta impossibilidade de receber novos pacientes
O Sindesto afirma que a restrição não decorre de uma decisão deliberada de suspender atendimentos, mas da falta de condições materiais e financeiras para assumir novas demandas. Segundo a entidade, os hospitais precisam de recursos para pagar profissionais, adquirir medicamentos e insumos e custear as demais despesas de funcionamento.
“Não se trata de uma decisão dos hospitais de deixar de atender, mas de uma impossibilidade financeira real. Os estabelecimentos precisam de recursos para manter suas estruturas, pagar profissionais e adquirir os insumos necessários”, afirmou o presidente do sindicato, Thiago Antônio de Sousa.
O representante defendeu providências urgentes para garantir a continuidade dos serviços. “Sem essas condições, não é possível assumir novos pacientes com a segurança e a responsabilidade que a assistência à saúde exige”, declarou.
Os comunicados não informam quais hospitais foram afetados, quantos leitos estão envolvidos nem os valores dos pagamentos anunciados pela SES-TO. Também não esclarecem se a quitação referente a abril permite retomar a admissão de pacientes nas unidades que relataram dificuldades.
