Terremoto na Venezuela deixa ao menos 1.450 mortos e 50 mil desaparecidos
28 junho 2026 às 16h33

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O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira, 24, subiu para 1.450, segundo balanço divulgado neste domingo, 28, pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. O dado representa um aumento em relação ao levantamento oficial divulgado no sábado, quando haviam sido confirmadas 1.430 mortes.
De acordo com as Nações Unidas, cerca de 50 mil pessoas continuam desaparecidas após o desastre, considerado o mais grave registrado no país em mais de um século. As autoridades venezuelanas também contabilizam o desabamento de 189 edifícios.
Os dois terremotos ocorreram em sequência na noite de quarta-feira e atingiram principalmente a região norte da Venezuela, onde estão localizadas Caracas e cidades do litoral. La Guaira, próxima à capital, é apontada como a área mais afetada, concentrando grande parte da destruição.
As operações de busca seguem em andamento, mas as chances de encontrar sobreviventes diminuem à medida que passam as horas desde o desastre. Equipes de resgate continuam trabalhando entre os escombros de prédios residenciais e comerciais destruídos pelos tremores.
Uma projeção da Organização Internacional para as Migrações (OIM), ligada à ONU, estima que até 6,8 milhões de pessoas possam ter sido afetadas pelos terremotos. Desse total, cerca de 2 milhões vivem em Caracas.
Além de La Guaira, os danos se estendem a Caracas e Maiquetía, cidade que abriga o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal terminal aéreo do país. O aeroporto permanece fechado por tempo indeterminado. Outros terminais internacionais, como o de Valencia, já retomaram as operações.
Ajuda internacional
O governo venezuelano informou que mais de 1.600 socorristas estrangeiros chegaram ao país para reforçar as operações de busca e salvamento. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela, 17 voos com equipes especializadas desembarcaram no país nos últimos dias, e outros 25 são aguardados.
O Brasil está entre os países que enviaram ajuda humanitária. Um avião da Força Aérea Brasileira chegou à Venezuela transportando médicos, cães farejadores e equipamentos para auxiliar nos trabalhos de resgate. Outras duas aeronaves com suprimentos humanitários também devem ser enviadas.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que ao menos dez países participam dos esforços internacionais de socorro. Segundo ela, cerca de 14 mil militares e policiais foram mobilizados para atuar em La Guaira e em outras áreas atingidas pela tragédia.
As autoridades continuam avaliando os danos provocados pelos tremores, enquanto milhares de moradores permanecem desalojados e dependem de abrigos temporários e assistência humanitária.
