Tesouro Nacional lança investimento com aplicação a partir de R$ 1 e rendimento diário
11 maio 2026 às 10h23

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O governo federal passa a oferecer, a partir desta segunda-feira, 11, uma nova modalidade de investimento voltada para quem busca guardar dinheiro com liquidez diária e baixo valor de entrada. Batizado de Tesouro Reserva, o título poderá ser negociado 24 horas por dia e estreia inicialmente para clientes do Banco do Brasil.
A aplicação mínima será de R$ 1, e a proposta do Tesouro Nacional é atrair investidores que ainda não utilizam o Tesouro Direto, principalmente pessoas que procuram alternativas para reserva de emergência. O lançamento oficial acontece nesta segunda-feira, 11, na B3, em São Paulo.
O novo título terá rendimento diário, diferentemente da poupança, cujo retorno ocorre apenas uma vez por mês. A expectativa do governo é que o investimento apresente rentabilidade superior à caderneta enquanto a taxa Selic permanecer em níveis elevados, atualmente, os juros básicos da economia estão em 14,5% ao ano.
Outra diferença anunciada pelo Tesouro é que o produto não terá marcação a mercado. Isso significa que o investidor não verá oscilações negativas no valor aplicado ao longo do período, situação que pode ocorrer em outros títulos públicos vendidos antes do vencimento.
Novo modelo de acesso
O Tesouro Reserva será o primeiro título disponível em uma nova plataforma digital desenvolvida pela B3 em parceria com instituições financeiras. A ideia é permitir que investidores realizem aplicações diretamente pelo ambiente bancário, sem limitação ao horário atual do Tesouro Direto, que funciona apenas em dias úteis.
Neste primeiro momento, apenas clientes do Banco do Brasil terão acesso ao produto, segundo o Tesouro Nacional, outras instituições financeiras devem ser integradas gradualmente ao sistema.
Apesar da liquidez diária, o título terá prazo de dez anos e limite máximo de aplicação de R$ 500 mil por pessoa. Também haverá incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos, seguindo a tabela regressiva já utilizada nos demais títulos públicos.
Expansão do Tesouro Direto
O lançamento faz parte da estratégia do governo de ampliar a participação das pessoas físicas na dívida pública federal. Atualmente, investidores individuais representam cerca de 2% do total da dívida do país.
Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, a proposta é oferecer uma alternativa considerada mais simples para quem ainda não possui familiaridade com investimentos. Nos últimos anos, o Tesouro Nacional lançou outros produtos direcionados ao pequeno investidor, como o Tesouro Renda+, voltado ao planejamento de aposentadoria, e o Tesouro Educa+, direcionado à formação de recursos para despesas educacionais.
Dados do Tesouro apontam que os títulos públicos destinados à pessoa física encerraram 2025 com 3,4 milhões de investidores e volume total aplicado de R$ 213,2 bilhões. A estimativa do governo é que o número de investidores supere 10 milhões com a chegada do novo título.
