Tocantins amplia monitoramento de chuvas para antecipar alertas de desastres
22 outubro 2026 às 15h24

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Nove municípios do Tocantins receberam 21 novos pluviômetros entre 2024 e 2026, segundo levantamento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Os equipamentos medem o volume de chuva e integram a rede utilizada para elaborar alertas de risco de inundações, enxurradas e deslizamentos.
Os números foram divulgados nesta quinta-feira, 22, com dados atualizados na segunda-feira, 19. O balanço não identifica quais cidades tocantinenses foram contempladas nem detalha quantos aparelhos foram instalados em cada ano no estado.
As informações coletadas pelos pluviômetros são transmitidas em tempo real e ajudam a acompanhar a chuva acumulada nas bacias hidrográficas. A análise permite antecipar possíveis elevações dos rios e apoiar a resposta das defesas civis locais. Os dados também podem ser consultados pelo público no Mapa Interativo do Cemaden.
Em todo o país, a expansão alcançou 638 novos municípios, com a instalação de 1.595 equipamentos no período. Desse total, 1.123 foram implantados em 2026, o equivalente a 70,4% das instalações realizadas nos três anos. A rede nacional conta com 4.765 pluviômetros.
Minas Gerais liderou o número de novos aparelhos, com 315 unidades em 124 municípios, seguido por Rio Grande do Sul, com 195, Bahia, com 180, e Pernambuco, com 136.
Escolha das cidades considera histórico de desastres
Segundo o Cemaden, a seleção dos municípios segue critérios técnicos que incluem a população residente em áreas de risco, registros de mortes, desabrigados e desalojados, além de mapeamentos de vulnerabilidade a inundações e deslizamentos.
A instalação depende de um acordo de adesão com a administração municipal ou estadual. Os governos locais devem disponibilizar terrenos públicos adequados, cuidar dos equipamentos e informar ocorrências de desastres.
Ao Cemaden cabem o fornecimento, a instalação e a manutenção dos aparelhos, além da transmissão dos dados e da emissão de alertas. O monitoramento combina as medições de chuva com informações de radares, satélites e estações hidrológicas e geológicas do próprio centro e de instituições parceiras.
