Tocantins perdeu seis posições no Ranking de Competitividade dos Estados e passou da 18ª colocação, em 2025, para o 24º lugar na edição de 2026. O levantamento é elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e considera as 27 unidades federativas a partir de 100 indicadores distribuídos em dez pilares.

Na classificação deste ano, o Tocantins aparece à frente apenas de Pará, Acre e Amapá entre os Estados avaliados. O resultado coloca o Estado entre as unidades federativas que mais recuaram no ranking em relação ao ano anterior.

O levantamento reúne indicadores de infraestrutura, sustentabilidade social, segurança pública, educação, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação. A avaliação busca medir diferentes aspectos relacionados à capacidade dos Estados de oferecer condições para o desenvolvimento econômico e social.

A queda do Tocantins ocorre em um cenário de forte diferença regional no ranking. Os dez primeiros colocados são formados por Estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Santa Catarina assumiu a liderança em 2026, interrompendo uma sequência de 14 anos de São Paulo no primeiro lugar. São Paulo passou para a segunda posição, enquanto Paraná e Rio Grande do Sul aparecem em terceiro e quarto lugares, respectivamente.

No outro extremo da classificação, Estados do Norte concentram algumas das últimas posições. Além do Tocantins, Pará ocupa o 25º lugar, Acre aparece em 26º e Amapá permanece na 27ª colocação. Amazonas, que estava em 17º em 2025, avançou para a 14ª posição.

Segundo análise apresentada pelo CLP, fatores como infraestrutura, capital humano, formalização, serviços públicos e capacidade institucional contribuem para explicar a diferença de competitividade entre as regiões brasileiras. No Norte, as grandes distâncias territoriais, a baixa densidade populacional e os desafios logísticos também impõem custos adicionais para investimentos em infraestrutura física e digital.

Entre os Estados que apresentaram melhora estão Ceará, que chegou ao 11º lugar, Amazonas, que avançou três posições, e Piauí, que alcançou sua melhor colocação histórica, em 19º. Alagoas também subiu duas posições e passou a ocupar a 18ª colocação.

O ranking aponta ainda avanços em diferentes indicadores no conjunto dos Estados brasileiros. A mediana de sustentabilidade ambiental cresceu mais de 30%, enquanto houve melhora no potencial de mercado e avanço de 3% no pilar de educação. Em contrapartida, segurança pública apresentou piora de 9,3% na mediana da nota bruta geral, além de recuos em eficiência da máquina pública e solidez fiscal.