O Tocantins deverá apresentar o maior crescimento econômico do Brasil em 2026, segundo projeções do banco Santander. O levantamento aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado deve avançar 3,85% neste ano, percentual superior ao de todas as demais unidades da federação analisadas pelo estudo.

O desempenho coloca o Tocantins à frente de estados como Roraima (3,62%), Amazonas (3,04%), Amapá (2,96%) e Mato Grosso (2,92%), consolidando o protagonismo da região Norte no cenário econômico nacional.

De acordo com o Santander, a região Norte deverá liderar o crescimento entre as cinco regiões brasileiras em 2026, com expansão estimada em 3%, acima da média nacional projetada em 1,8%. Para 2027, a expectativa é de crescimento de 2,4%, também superior à média prevista para o país.

O estudo atribui esse desempenho à combinação de fatores como a expansão da fronteira agrícola, o fortalecimento da atividade extrativa mineral e o dinamismo do mercado de trabalho. No caso do Tocantins, o agronegócio aparece como um dos principais motores da economia.

Segundo estimativas citadas pelo banco, a região Norte deverá responder por 6,1% da produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas na safra recorde prevista para o país. O Tocantins concentra a maior parte dessa produção regional e deve representar sozinho 2,4% do total nacional.

Para o economista do Santander Gabriel Couto, responsável pelo levantamento, o desempenho acima da média observado nos estados do Norte não é um fenômeno isolado, mas resultado de características estruturais da região, que reúne economias menores e com maior potencial de expansão relativa.

Além da força do agronegócio tocantinense, o estudo destaca o avanço dos investimentos em mineração na região Norte, especialmente no Pará, como um dos fatores que devem sustentar o crescimento regional nos próximos anos.

Enquanto o Norte aparece na liderança, a projeção do Santander indica crescimento mais moderado em outras regiões do país. O Sul deverá registrar a menor expansão em 2026, com alta de 1,4% no PIB. O Sudeste deve crescer 1,7%, enquanto o Nordeste tem previsão de avanço de 1,6%. O Centro-Oeste, impulsionado pela agropecuária, deverá crescer 2,3%, permanecendo acima da média nacional.

Com a maior taxa de crescimento projetada do país, o Tocantins surge como um dos destaques da economia brasileira em 2026, impulsionado principalmente pela expansão da produção agropecuária e pela consolidação de sua posição como uma das principais fronteiras de desenvolvimento do agronegócio nacional.