Vanda Monteiro (União Brasil), Claudia Lelis (PV) e Katia Chaves (Republicanos) foram eleitas para a Assembleia Legislativa do Tocantins na votação deste domingo, 4, mantendo em três o número de mulheres escolhidas para ocupar as 24 cadeiras da Casa. Com o resultado, a participação feminina será de 12,5% entre os eleitos para a próxima legislatura, enquanto os homens ocuparão as outras 21 vagas.

O tamanho da bancada repete o resultado de 2022 e também o registrado em 2002, quando três candidatas conquistaram mandato estadual. Embora a presença feminina tenha aumentado em determinados períodos, o levantamento das listas de eleitos desde a criação do Tocantins mostra que esse crescimento não foi contínuo e que as mulheres nunca alcançaram um quarto das vagas do Legislativo estadual.

O maior número foi registrado em 2018, quando Luana Ribeiro, Valderez Castelo Branco, Amália Santana, Vanda Monteiro e Claudia Lelis foram eleitas. Naquele pleito, as cinco deputadas correspondiam a 20,8% das cadeiras, patamar que caiu para três representantes na eleição seguinte e permanece no resultado deste ano.

Entre as eleitas em 2026, Vanda Monteiro recebeu 22.169 votos, enquanto Claudia Lelis somou 21.907, garantindo a continuidade de ambas na Assembleia. Katia Chaves, com 13.159 votos, passa a integrar a bancada feminina, cuja composição anterior incluía Professora Janad Valcari, eleita em 2022.

Primeira eleição teve apenas homens

A primeira eleição para a Assembleia Legislativa do Tocantins, em 1988, resultou em uma composição exclusivamente masculina. As 24 vagas foram preenchidas por homens, e a presença de uma mulher entre os eleitos ocorreu no pleito seguinte, em 1990, quando Dolores Nunes conquistou uma cadeira com 3.199 votos.

A eleição de Dolores, entretanto, não foi acompanhada pela manutenção de uma bancada feminina na disputa seguinte. Em 1994, nenhuma mulher foi eleita, e o Legislativo voltou a ter apenas homens entre os escolhidos nas urnas.

Em 1998, Josi Nunes e Leide Neves Pereira conquistaram mandato, levando a participação feminina a duas das 24 cadeiras, o equivalente a 8,3% do total.

Quatro anos depois, em 2002, o número subiu para três, com as eleições de Solange Duailibe, Josi Nunes e Amália Santana. A bancada passou a representar 12,5% dos eleitos, proporção que se repetiria em outros quatro pleitos.

Crescimento foi seguido por recuos

Em 2006, três mulheres voltaram a ser eleitas, mas houve mudança na composição da bancada, formada por Josi Nunes, Luana Ribeiro e Solange Duailibe. Naquela disputa, Josi recebeu 21.444 votos e foi a mais votada entre todos os candidatos que conquistaram uma cadeira.

A eleição de 2010 ampliou a presença feminina para quatro deputadas, com a escolha de Luana Ribeiro, Josi Nunes, Solange Duailibe e Amália Santana. Juntas, elas correspondiam a 16,7% das vagas da Assembleia.

O avanço não se manteve no pleito de 2014, quando o número voltou a três, com Luana Ribeiro, Valderez Castelo Branco e Amália Santana. Em 2018, a bancada chegou ao maior tamanho da série histórica, reunindo cinco mulheres, mas voltou a perder duas cadeiras na eleição de 2022, quando foram eleitas Janad Valcari, Vanda Monteiro e Claudia Lelis.

Com o resultado de 2026, a Assembleia mantém a proporção de uma mulher para cada sete homens entre os eleitos. O levantamento considera os mandatos conquistados diretamente em cada eleição, sem incluir eventuais alterações na composição do Legislativo decorrentes da convocação de suplentes durante as legislaturas.

EleiçãoMulheres eleitasPercentual das cadeiras
198800%
199014,2%
199400%
199828,3%
2002312,5%
2006312,5%
2010416,7%
2014312,5%
2018520,8%
2022312,5%
2026312,5%