Tocantins elege somente três deputadas estaduais e mantém representação feminina abaixo do recorde de 2018
05 outubro 2026 às 09h23

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Vanda Monteiro (União Brasil), Claudia Lelis (PV) e Katia Chaves (Republicanos) foram eleitas para a Assembleia Legislativa do Tocantins na votação deste domingo, 4, mantendo em três o número de mulheres escolhidas para ocupar as 24 cadeiras da Casa. Com o resultado, a participação feminina será de 12,5% entre os eleitos para a próxima legislatura, enquanto os homens ocuparão as outras 21 vagas.
O tamanho da bancada repete o resultado de 2022 e também o registrado em 2002, quando três candidatas conquistaram mandato estadual. Embora a presença feminina tenha aumentado em determinados períodos, o levantamento das listas de eleitos desde a criação do Tocantins mostra que esse crescimento não foi contínuo e que as mulheres nunca alcançaram um quarto das vagas do Legislativo estadual.
O maior número foi registrado em 2018, quando Luana Ribeiro, Valderez Castelo Branco, Amália Santana, Vanda Monteiro e Claudia Lelis foram eleitas. Naquele pleito, as cinco deputadas correspondiam a 20,8% das cadeiras, patamar que caiu para três representantes na eleição seguinte e permanece no resultado deste ano.
Entre as eleitas em 2026, Vanda Monteiro recebeu 22.169 votos, enquanto Claudia Lelis somou 21.907, garantindo a continuidade de ambas na Assembleia. Katia Chaves, com 13.159 votos, passa a integrar a bancada feminina, cuja composição anterior incluía Professora Janad Valcari, eleita em 2022.
Primeira eleição teve apenas homens
A primeira eleição para a Assembleia Legislativa do Tocantins, em 1988, resultou em uma composição exclusivamente masculina. As 24 vagas foram preenchidas por homens, e a presença de uma mulher entre os eleitos ocorreu no pleito seguinte, em 1990, quando Dolores Nunes conquistou uma cadeira com 3.199 votos.
A eleição de Dolores, entretanto, não foi acompanhada pela manutenção de uma bancada feminina na disputa seguinte. Em 1994, nenhuma mulher foi eleita, e o Legislativo voltou a ter apenas homens entre os escolhidos nas urnas.
Em 1998, Josi Nunes e Leide Neves Pereira conquistaram mandato, levando a participação feminina a duas das 24 cadeiras, o equivalente a 8,3% do total.
Quatro anos depois, em 2002, o número subiu para três, com as eleições de Solange Duailibe, Josi Nunes e Amália Santana. A bancada passou a representar 12,5% dos eleitos, proporção que se repetiria em outros quatro pleitos.
Crescimento foi seguido por recuos
Em 2006, três mulheres voltaram a ser eleitas, mas houve mudança na composição da bancada, formada por Josi Nunes, Luana Ribeiro e Solange Duailibe. Naquela disputa, Josi recebeu 21.444 votos e foi a mais votada entre todos os candidatos que conquistaram uma cadeira.
A eleição de 2010 ampliou a presença feminina para quatro deputadas, com a escolha de Luana Ribeiro, Josi Nunes, Solange Duailibe e Amália Santana. Juntas, elas correspondiam a 16,7% das vagas da Assembleia.
O avanço não se manteve no pleito de 2014, quando o número voltou a três, com Luana Ribeiro, Valderez Castelo Branco e Amália Santana. Em 2018, a bancada chegou ao maior tamanho da série histórica, reunindo cinco mulheres, mas voltou a perder duas cadeiras na eleição de 2022, quando foram eleitas Janad Valcari, Vanda Monteiro e Claudia Lelis.
Com o resultado de 2026, a Assembleia mantém a proporção de uma mulher para cada sete homens entre os eleitos. O levantamento considera os mandatos conquistados diretamente em cada eleição, sem incluir eventuais alterações na composição do Legislativo decorrentes da convocação de suplentes durante as legislaturas.
| Eleição | Mulheres eleitas | Percentual das cadeiras |
|---|---|---|
| 1988 | 0 | 0% |
| 1990 | 1 | 4,2% |
| 1994 | 0 | 0% |
| 1998 | 2 | 8,3% |
| 2002 | 3 | 12,5% |
| 2006 | 3 | 12,5% |
| 2010 | 4 | 16,7% |
| 2014 | 3 | 12,5% |
| 2018 | 5 | 20,8% |
| 2022 | 3 | 12,5% |
| 2026 | 3 | 12,5% |
