Tocantins fica entre os seis estados com menor desempenho em avaliação internacional de estudantes
10 setembro 2026 às 07h24

COMPARTILHAR
O Tocantins está entre os seis estados brasileiros que aparecem nas últimas posições dos resultados do Pisa 2025 nas quatro áreas avaliadas pelo exame. O estado integra o grupo formado também por Alagoas, Roraima, Amapá, Maranhão e Bahia, que ocupam as seis últimas posições nos rankings de ciências, leitura, matemática e resolução de problemas computacionais, embora a ordem entre eles varie de acordo com a área.
O Pisa, sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, é uma avaliação coordenada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que mede o desempenho de estudantes de 15 anos em diferentes áreas do conhecimento. O exame busca verificar principalmente como os alunos utilizam conhecimentos e habilidades para lidar com situações e problemas, e não apenas quanto conteúdo escolar conseguem memorizar.
Na edição de 2025, foram avaliados cerca de 760 mil estudantes de 91 países e economias. No Brasil, além das áreas tradicionais de leitura, matemática e ciências, a avaliação também analisou a capacidade dos estudantes de resolver problemas utilizando ferramentas computacionais.
Uma das mudanças desta edição foi a possibilidade de comparar diretamente os resultados dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal. Até o Pisa 2022, a amostra brasileira permitia resultados representativos apenas das cinco regiões do país. Com a nova metodologia de amostragem, os dados de 2025 passaram a apresentar resultados por unidade da federação.
No ranking nacional, o Paraná registrou as maiores pontuações nas quatro áreas avaliadas. São Paulo ficou na segunda colocação em todas elas, enquanto Santa Catarina, Minas Gerais e Distrito Federal completaram o grupo das cinco unidades federativas com maiores resultados, com alterações na ordem conforme a área.
Na outra ponta da classificação, Tocantins aparece entre os seis estados com menores resultados nas quatro avaliações. Alagoas ficou na última posição em ciências, leitura e matemática. Na resolução de problemas computacionais, o estado ocupou a 25ª colocação, à frente apenas de Maranhão e Amapá.
A diferença entre os estados com maiores e menores pontuações também foi registrada nas quatro áreas. Em resolução de problemas computacionais, por exemplo, o Paraná obteve 467,4 pontos, enquanto Alagoas registrou 346,8, uma diferença de 120,6 pontos.
A OCDE utiliza, como referência aproximada, uma diferença de 20 pontos na escala do Pisa para representar o desempenho médio associado a um ano de escolaridade entre estudantes de aproximadamente 15 anos. Aplicando essa referência, a distância entre Paraná e Alagoas nessa área corresponderia a cerca de seis anos de aprendizagem. A organização ressalta, porém, que essa equivalência é apenas uma aproximação e não representa necessariamente a diferença de anos de estudo entre os estudantes.
As diferenças também foram observadas em ciências, leitura e matemática. Em ciências, o Paraná alcançou 461,6 pontos e Alagoas, 356,3, uma distância de 105,3 pontos. Em leitura, as médias foram de 458 e 362,6 pontos, respectivamente, diferença de 95,4. Em matemática, o Paraná registrou 423,1 pontos, contra 332,9 de Alagoas, uma diferença de 90,2 pontos.
Os resultados nacionais mostram que o Brasil permaneceu abaixo da média dos países da OCDE nas três áreas tradicionais. A média brasileira foi de 409 pontos em ciências, 408 em leitura e 377 em matemática. As médias dos países da OCDE foram de 482, 461 e 463 pontos, respectivamente.
Em relação à edição anterior, de 2022, o desempenho brasileiro permaneceu estatisticamente estável em leitura e matemática, enquanto houve aumento na pontuação de ciências. A média brasileira passou de 403 para 409 pontos nessa área.
