O Tocantins registra, em 2026, 86 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 2 mortes confirmadas, de acordo com dados mais recentes do sistema de vigilância acompanhado pela Fiocruz. O cenário estadual reflete a circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios e acompanha a tendência de crescimento observada em parte do país nas últimas semanas epidemiológicas.

Do total de registros no estado, 32 casos estão classificados como SRAG em investigação, sem óbitos associados até o momento. Outros 54 casos foram registrados como SRAG não especificada, grupo no qual estão as duas mortes confirmadas.

Distribuição por vírus no Tocantins

Os dados laboratoriais disponíveis mostram a presença de diferentes agentes respiratórios entre os casos de SRAG no estado. Entre eles:

  • Influenza A (H1N1): 1 caso, sem óbito
  • Influenza A (H3N2): 1 caso, sem óbito
  • Influenza A não subtipada: 6 casos, sem óbitos
  • Influenza B: 1 caso, com 1 óbito registrado
  • Rinovírus: 6 casos, sem mortes
  • Vírus Sincicial Respiratório (VSR): 14 casos, sem mortes
  • Covid-19: 4 casos, sem mortes
  • Metapneumovírus: 3 casos, sem mortes

Não há, até o momento, registros de casos ou óbitos por adenovírus, bocavírus, parainfluenza ou outros vírus respiratórios no recorte analisado.

Os números indicam maior concentração de casos associados ao VSR e ao rinovírus, vírus comumente relacionados a infecções respiratórias, especialmente em crianças, além da presença pontual de influenza.

Tocantins entre estados com crescimento de SRAG

De acordo com o boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz, o Tocantins está entre as unidades da federação que apresentam crescimento na tendência de longo prazo dos casos de SRAG, considerando as últimas seis semanas epidemiológicas até a Semana Epidemiológica 14, entre 5 e 11 de abril de 2026.

O estado integra um grupo de 14 unidades da federação nessa condição, distribuídas nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. Entre as capitais, Palmas também aparece com incidência classificada em nível de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento no mesmo período.

Cenário nacional

No Brasil, o ano epidemiológico de 2026 já soma 37.244 casos de SRAG, dos quais 15.816 (42,5%) tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório, segundo a Fiocruz. Outros 14.723 (39,5%) foram negativos e 3.990 (10,7%) ainda aguardam resultado laboratorial.

Entre os casos positivos no país, a distribuição é a seguinte:

  • Rinovírus: 41,1%
  • Influenza A: 25,5%
  • VSR: 17,4%
  • Covid-19: 10,2%
  • Influenza B: 1,7%

Nas quatro semanas epidemiológicas mais recentes, a proporção entre os casos positivos mudou, com:

  • Rinovírus: 33%
  • Influenza A: 32,2%
  • VSR: 26,3%
  • Covid-19: 5,5%
  • Influenza B: 2,4%

Entre os óbitos registrados nesse mesmo período no país, a distribuição foi:

  • Influenza A: 40,8%
  • Rinovírus: 26,9%
  • Covid-19: 23,3%
  • VSR: 5,3%
  • Influenza B: 4,1%

Perfil dos casos

Segundo o boletim, a incidência de SRAG no país se concentra principalmente em crianças pequenas, com maior associação ao VSR e ao rinovírus. Já a mortalidade apresenta maior impacto entre idosos, com predominância de influenza A e Covid-19.

Vacinação 

O Ministério da Saúde mantém campanha nacional de vacinação contra a influenza em todo o Brasil, com prioridade para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes, mais suscetíveis a desenvolver quadros graves. 

A vacina contra a covid-19 deve ser tomada por todos os bebês, aos 6 meses de idade.

Reforços periódicos são recomendados para idosos, gestantes, pessoas com deficiência e comorbidade ou imunosuprimidas e outros grupos vulneráveis. 

No ano passado, o Ministério da Saúde passou a oferecer também a vacina contra o vírus sincicial respiratório para grávidas, com o objetivo de proteger os bebês pequenos, principais alvos do vírus, que causa a bronquiolite.