Tocantins é um dos poucos Estados onde há mais homens do que mulheres, aponta IBGE
20 abril 2026 às 08h35

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Enquanto o Brasil segue com maioria feminina, o Tocantins aparece como uma exceção no cenário nacional. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2025, divulgados pelo IBGE, indicam que o Estado tem 105,5 homens para cada 100 mulheres, uma das maiores proporções masculinas do país. Conforme os dados, das 1.511.460 pessoas residentes no Tocantins, 757.269 são homens e 754.191 são mulheres.
No Brasil como um todo, a lógica é inversa: são cerca de 95 homens para cada 100 mulheres, mantendo uma diferença histórica que hoje representa aproximadamente 6 milhões de mulheres a mais na população. Esse desequilíbrio é atribuído, principalmente, à maior mortalidade masculina, associada a causas externas como violência e acidentes, além da menor procura por cuidados de saúde.
Ao lado de Mato Grosso e Santa Catarina, o Tocantins integra o grupo restrito de unidades da federação onde os homens são maioria. O fenômeno, segundo especialistas, costuma estar ligado ao perfil econômico local.
Estados com forte presença de atividades como agronegócio, construção civil e setores ligados à expansão territorial tendem a atrair mais trabalhadores homens, o que influencia diretamente na composição demográfica.
Diferença aparece ao longo da vida
Apesar de nascerem mais homens do que mulheres — uma tendência biológica global — essa proporção costuma se inverter ao longo da vida. No Brasil, isso ocorre por volta dos 25 anos, quando a população feminina passa a ser maior.
A diferença se amplia ainda mais nas faixas etárias mais altas, já que as mulheres têm maior expectativa de vida. Entre os fatores estão maior atenção à saúde e menor exposição a situações de risco.
Tendência nacional segue estável
A predominância feminina no Brasil não é recente. Desde 2012, os dados mostram uma relativa estabilidade, com cerca de 51% da população composta por mulheres. A tendência deve se manter com o envelhecimento populacional e a queda nas taxas de natalidade.
Nesse contexto, o Tocantins segue como um ponto fora da curva — um retrato de como fatores econômicos e sociais podem influenciar diretamente o perfil da população.
