O ano eleitoral começou antes do calendário oficial e o Carnaval já funcionou como primeiro grande palco político do calendário eleitoral no Tocantins. A movimentação de pré-candidatos ao governo e de parlamentares ocorreu de forma distribuída nas principais cidades, com agendas públicas ao lado de prefeitos, vereadores e lideranças locais.

Estiveram nos eventos Laurez Moreira (PSD), Vicentinho Júnior, Dorinha Seabra (União Brasil) e Amélio Cayres (Republicanos). A circulação ocorreu em cidades estratégicas, com registros públicos ao lado de lideranças locais. O pré-candidato Ataídes de Oliveira foi o mais reservado entre os nomes em pré-campanha durante a folia.

A presença em eventos de grande público cumpre dupla função. De um lado, amplia visibilidade fora do ambiente institucional. De outro, permite aferição informal de força territorial. A recepção do público, a capacidade de mobilização de aliados e a disposição de lideranças em dividir espaço funcionam como indicadores políticos preliminares.

Em alguns municípios, a participação conjunta de pré-candidatos e prefeitos indicou aproximações antes reservadas. Embora não configurem alianças formais, as imagens e declarações públicas produzem sinalizações para partidos e grupos regionais.

O movimento não se limitou aos nomes cotados para o executivo estadual. Deputados estaduais, federais e senadores também ampliaram agendas durante o período.

O calendário dos próximos meses amplia essa dinâmica. As festas juninas mobilizam o interior. A temporada de praia concentra público em cidades estratégicas. A Copa do Mundo cria ambientes coletivos de encontro e exposição. Cada etapa oferece espaço para reforço da exposição e aproximações táticas.

Sem propaganda eleitoral formal, a estratégia se apoia na presença territorial e na construção de vínculos públicos. O Carnaval abriu a sequência de eventos que, até a oficialização das candidaturas, devem servir como plataforma de articulação e teste de composições para 2026.