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Por: Pedro Moura
Vitória Regina de Sousa, de 17 anos, foi assassinada de forma brutal em ação que pode ter contado com a atuação do ex-namorado e de faccionados. Caso a suspeita se confirme, fica escancarada a falsa ilusão da segurança e do poder que jovens buscam ao se relacionar com pessoas de alta periculosidade.
Caso as investigações da Polícia Civil paulista reúnam indícios suficientes para comprovar a autoria do feminicídio praticado contra a adolescente, Vitória entrará na vasta lista de mulheres executadas de forma covarde por integrantes do chamado “tribunal do crime” por suposta infidelidade contra um membro da organização que geralmente exerce alguma função de destaque no grupo.
Influenciadas pelo meio, geralmente com contato com a violência e tráfico de drogas, adolescentes e mulheres de periferias acabam se relacionamento amorosamente com faccionados devido a sensação de liberdade, poder e segurança. Infelizmente, essa ilusão pode e deve ser fatal.
Essas mulheres podem ser submetidas a vivências como a gravidez prematura e a violência doméstica, comum no mundo do crime. Para muitas mulheres, acordar cedo para visitar o companheiro encarcerado e levar a “cobal” (alimentos e produtos de higiene básica) a quilômetros de distância estando grávida ou com crianças de colo é algo comum.
A falta de apoio familiar e, principalmente programas governamentais, reforçam ainda mais o ambiente precário e de violência a que essas vítimas são submetidas. É necessário orientação, políticas públicas mais eficientes e, claro, educação de todas as formas, inclusive sexual.
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A legalização dos vapes, pods e canabinóides no Brasil exige um debate racional, baseado em evidências científicas e na experiência de países que já adotaram regulações eficazes.
A atual proibição não impede o consumo, mas impulsiona o mercado clandestino, dificultando a fiscalização e expondo os consumidores a riscos ainda maiores. Ao legalizar e regulamentar esses produtos, o país pode reduzir danos, fortalecer a economia e promover campanhas eficazes de conscientização.
Mercado clandestino e riscos à saúde
A proibição de vapes e pods não impediu seu uso, mas criou um cenário perigoso: o mercado ilegal inclui produtos sem controle de qualidade, muitas vezes contendo substâncias nocivas. No YouTube, é possível encontrar tutoriais ensinando a fabricar essências caseiras sem qualquer padrão de higiene ou segurança, aumentando os riscos à saúde dos consumidores.
Antes, era possível conhecer senhores e senhoras que fumaram durante toda a vida, e morreram por causas não relacionadas na velhice. Entretanto, quando a ilegalidade atinge, os fornecedores adicionam outros componentes, para que a mercadoria gere mais lucro.
Embora vapes e pods sejam apresentados como alternativa ao cigarro tradicional, especialistas alertam que eles ainda representam riscos significativos. O aerossol dos cigarros eletrônicos contém substâncias tóxicas que podem causar doenças pulmonares, cardíacas e até aumentar o risco de câncer.
A exposição à nicotina, especialmente na adolescência, pode afetar a capacidade de aprendizado e concentração. Assim, qualquer regulamentação deve ser acompanhada de controle rigoroso e campanhas educativas para minimizar os danos associados ao consumo.
Canabinóides: uso medicinal e potencial terapêutico

A legalização dos canabinóides para fins medicinais pode representar um avanço na saúde pública, beneficiando pacientes com doenças crônicas como epilepsia, dor crônica e esclerose múltipla. Estudos científicos demonstram o potencial terapêutico dessas substâncias, muitas vezes com menos efeitos colaterais do que os medicamentos tradicionais.
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já autorizou alguns medicamentos à base de canabinóides, mas o alto custo e a burocracia ainda dificultam o acesso. A regulamentação da produção nacional reduziria a dependência de importações e garantiria maior acesso a tratamentos seguros e eficazes.
Impacto econômico e oportunidades para o agronegócio
A legalização de vapes, pods e canabinóides pode impulsionar a economia brasileira, gerando empregos, arrecadação de impostos e investimentos em pesquisa e desenvolvimento. O agronegócio, em particular, pode se beneficiar da produção de cânhamo para extração de canabinóides, uma planta com diversas aplicações industriais e potencial para fortalecer a agricultura nacional.
A Embrapa anunciou um programa de pesquisa de 12 anos voltado para o cultivo de cannabis, com o objetivo de aprimorar geneticamente a planta e estabelecer polos regionais de produção. O cânhamo não apenas possui valor medicinal, mas também serve na fabricação de tecidos, bioplásticos e outros produtos sustentáveis. Ou seja, representa uma oportunidade para produtores rurais diversificarem suas atividades e para o Brasil se tornar um exportador competitivo nesse setor.
Regulamentação e campanhas de conscientização

A experiência do Brasil com as campanhas antitabagismo nos anos 80 e 90 mostra a importância da informação na mudança de hábitos. A queda no número de fumantes é prova de que ações educativas, restrições e aumento de impostos sobre o cigarro gera resultados.
Da mesma forma, a legalização de vapes, pods e canabinóides deve ocorrer com campanhas de conscientização sobre seus riscos e benefícios. A população precisa de informações claras e precisas para tomar decisões informadas sobre o uso desses produtos, evitando tanto a desinformação quanto o incentivo indiscriminado ao consumo.
Afinal, não adianta o moralismo de ser contra, mas não se importar com as consequências disso na vida real. Em Goiânia, em qualquer saída com os amigos, nas baladas e botecos, é possível ver os vendedores ambulantes, os mesmos que vendem doces, vendendo também um cigarro eletrônico sabor melancia.
Regulamentar para avançar
A legalização de vapes, pods e canabinóides, sob fiscalização e regulamentação adequadas, pode representar um avanço para a saúde pública e a economia brasileira. Ao invés de ignorar a realidade, o Brasil pode adotar uma abordagem inteligente, focada na redução de danos, na geração de empregos e no acesso à informação.
Então é hora de substituir a proibição ineficaz por políticas baseadas em evidências, garantindo segurança aos consumidores e oportunidades para o país. Afinal, a clandestinidade não protege ninguém – apenas perpetua riscos e impede que o Brasil aproveite os benefícios da regulamentação.
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