Candidatos do PT abrem conversas com grupos de Luxemburgo e Alexandre pelo Senado
31 agosto 2026 às 11h27

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Candidatos a deputado estadual do PT no Tocantins abriram conversas com grupos de Vanderlei Luxemburgo (Podemos) e Alexandre Guimarães (MDB), candidatos ao Senado que estão fora da aliança majoritária do partido. As tratativas ocorrem enquanto a direção estadual tenta fechar uma posição coletiva para o segundo voto ao Senado e manter Paulo Mourão (PT) como a escolha do partido para uma das duas vagas.
Uma das frentes envolve a coordenação da campanha de Luxemburgo. Parte dos candidatos petistas deve participar de uma reunião para discutir uma possível aproximação com o candidato do Podemos. A conversa ainda depende de tratativas e não há apoio fechado. O ex-senador Donizeti Nogueira é apontado nos bastidores como um dos interlocutores desse grupo.
O presidente estadual do PT, Nile William, nega que Donizeti articule candidatos a deputado estadual em torno de outra candidatura ao Senado. Nile, porém, confirma que existe uma discussão interna sobre o segundo voto e afirma que tem condenado movimentações fora de uma definição coletiva do partido.
“O que está acontecendo é que o PT Estadual está fazendo uma discussão interna para o segundo voto para o Senado, onde eu tenho condenado essa movimentação. Não existe essa movimentação do Donizeti com alguns deputados estaduais, porque essa decisão será tomada coletivamente, o PT vai ficar unido nessa questão do segundo voto para o Senado”, afirmou Nile.
Paulo é a posição do PT
A posição oficial da direção não está em discussão. Paulo Mourão é o candidato do PT ao Senado e Nile já reiterou publicamente, inclusive durante a campanha, que o partido trabalha por sua eleição. Como duas cadeiras estão em disputa neste ano, a discussão conduzida pela direção petista está concentrada na segunda escolha.
Nos bastidores da chapa proporcional, entretanto, as conversas não se limitam a Luxemburgo. Outra frente alcança Alexandre Guimarães, candidato ao Senado na chapa de Vicentinho Júnior (PSDB). A interlocução passa também pelas relações políticas do grupo dos Abreu. Iratã Abreu disputa uma vaga de deputado federal na mesma aliança de Vicentinho e Alexandre e mantém proximidade com candidatos petistas.
O senador Irajá Abreu (PSD), irmão de Iratã, já declarou um de seus votos ao Senado para Ronaldo Dimas (Podemos) e mantém interlocução com diferentes grupos nesta eleição. A ex-senadora Kátia Abreu, mãe dos dois, integra a coordenação da campanha do presidente Lula no Tocantins.
Direção tenta unificar segundo voto
As conversas ocorrem também num momento em que candidatos da chapa proporcional aguardam definições internas sobre a estrutura de suas campanhas, entre elas a distribuição dos recursos eleitorais. A decisão cabe às instâncias partidárias e segue os critérios definidos para a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB.
A discussão sobre recursos e estrutura das candidaturas proporcionais não significa que exista financiamento das campanhas de Luxemburgo ou Alexandre aos candidatos petistas, nem que haja vinculação financeira aos apoios em negociação. São decisões submetidas a regras eleitorais e partidárias próprias.
O ponto de divergência é político. Enquanto Nile sustenta Paulo Mourão como voto do PT e busca uma decisão conjunta para a segunda vaga, integrantes da chapa proporcional mantêm interlocuções com candidaturas que não fazem parte da aliança petista. Luxemburgo e Alexandre aparecem nessas conversas, e a definição individual de dois nomes externos, caso ocorra, deixaria Paulo fora dos votos desses candidatos, em desacordo com a posição defendida pela direção estadual.
