Dimas critica avanço do STF sobre Congresso e cobra reação do Senado: “Por que tantos senadores se calam?”
02 setembro 2026 às 09h55

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O candidato ao Senado pelo Tocantins Ronaldo Dimas (Podemos) voltou a defender nesta quarta-feira, 2, uma atuação mais dura do Congresso diante de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Em publicação nas redes sociais, o ex-prefeito de Araguaína afirmou que o Senado tem assistido “de braços cruzados” ao que considera avanço da Corte sobre competências do Legislativo.
“O Brasil precisa recuperar o equilíbrio entre os Poderes. E o Senado não pode continuar assistindo de braços cruzados”, escreveu. Dimas questionou diretamente a postura dos atuais senadores: “Por que tantos senadores se calam? É medo? Conveniência? Falta de coragem para enfrentar o problema?”.
A publicação ocorre um dia depois de ganhar repercussão nacional um relatório da Polícia Federal com mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que tratam de sua relação com o ministro Alexandre de Moraes. O documento registra contatos entre os dois e mensagens nas quais Vorcaro buscava interlocução com autoridades enquanto avançavam as investigações sobre o banco. A divulgação também provocou uma disputa no STF sobre a obtenção e a validade do relatório.
Dimas, no entanto, não citou Moraes, Vorcaro ou o Banco Master na postagem, nem relacionou sua manifestação ao episódio. O candidato concentrou a crítica na relação entre Supremo e Congresso e afirmou que “nenhum Poder está acima dos outros”.
O discurso reforça uma bandeira que Dimas já havia levado para a campanha antes da nova controvérsia envolvendo o Supremo. Em agosto, ao explicar sua candidatura, ele afirmou que o Senado não estaria cumprindo plenamente seu papel nos conflitos institucionais e defendeu uma postura mais firme dos integrantes da Casa.
Dimas também vinculou a crítica ao compromisso que pretende assumir caso seja eleito. “Como senador, vou agir com independência, coragem e firmeza. Não vou me calar diante de excessos e não terei compromisso que me impeça de defender a Constituição e as prerrogativas do Senado”, afirmou.
A posição toca em uma atribuição que diferencia o Senado da Câmara dos Deputados na relação com o Supremo. Cabe aos senadores aprovar ou rejeitar indicações para o STF e processar e julgar ministros da Corte nos crimes de responsabilidade, nos termos da Constituição. Duas das três cadeiras do Tocantins no Senado estão em disputa nas eleições deste ano.
