Laurez, PT e PSD ainda procuram uma chapa enquanto Dorinha e Vicentinho ocupam o terreno
27 maio 2026 às 10h03

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A pré-candidatura de Laurez Moreira ao governo do Tocantins tem hoje um problema anterior ao discurso: ainda falta saber qual será a chapa. O vice-governador está no PSD, partido presidido nacionalmente por Gilberto Kassab, e se aproxima de uma composição com o PT no Estado. A conta, porém, não fecha sem concessões.
No desenho trabalhado pelo PSD, Laurez seria candidato ao governo, Mauro Carlesse disputaria uma das vagas ao Senado e Irajá Abreu buscaria a reeleição. Nesse modelo, restaria ao PT apenas a vaga de vice. O partido, no entanto, já tem Paulo Mourão colocado como pré-candidato ao Senado e passou a contar com Kátia Abreu, ex-senadora e ex-ministra, filiada recentemente à legenda.
Kátia é hoje uma das peças dessa negociação. Ela já foi citada como possível nome ao governo, também avaliou cenários para o Senado e, segundo interlocutores, tem atuado para aproximar o PT do projeto de Laurez. A dúvida é se o partido aceitará entrar apenas como vice em uma chapa já ocupada pelo PSD nas vagas de maior visibilidade.
Essa indefinição tem dado espaço para Dorinha Seabra e Vicentinho Júnior avançarem com mais clareza. A senadora, apoiada pelo grupo do governador Wanderlei Barbosa, e o deputado federal, pré-candidato pelo PSDB, já se movimentam como polos definidos da disputa. Laurez, por sua vez, ainda depende de uma engenharia partidária que diga quem estará com ele, em quais vagas e com qual estrutura.
O problema não está só na majoritária. O PDT, antigo partido de Laurez, e o PSB, aliado do vice-governador, não aparecem hoje com chapas federais robustas. O PSD também perdeu musculatura: Carlesse saiu da conta da Câmara e passou para o Senado; César Halum recuou da disputa federal e voltou ao projeto de deputado estadual. Sem uma chapa proporcional forte, a pré-campanha perde força nos municípios.
Laurez tem rodado o Estado, trocou o marketing e superou um período de ruído interno. Mas ainda falta o essencial: transformar agenda em campo político organizado. Enquanto PT e PSD discutem espaço, Dorinha e Vicentinho trabalham com projetos mais visíveis. A decisão sobre a aliança deve sair nos próximos dias. Até lá, o vice-governador segue com uma candidatura posta, mas sem a chapa que precisa para competir no mesmo ritmo dos adversários.
