Nos bastidores da Aleto, Irisfran surge como fiador da pré-candidatura de Amélio ao governo
03 março 2026 às 17h09

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O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), Amélio Cayres (Republicanos), tem intensificado agendas, ampliado presença institucional e mantido discurso de viabilidade eleitoral para 2026. Nos corredores da Casa, a leitura é de que o movimento não tem caráter protocolar. A avaliação corrente aponta para pré-campanha em curso, sem sinais de recuo.
Dentro da estrutura da própria Assembleia, um nome aparece como principal incentivador e articulador do projeto: Irisfran de Sousa Pereira, atual diretor-geral da Casa e aliado de confiança do presidente. Deputados e servidores ouvidos reservadamente atribuem a ele a organização política da estratégia interna e a interlocução com bases regionais.
Amélio integra o Republicanos, partido que no Tocantins é comandado pelo governador Wanderlei Barbosa. Nos bastidores, persiste a informação de que o chefe do executivo teria entendimento prévio com outro projeto ao Palácio Araguaia, ligado à senadora Dorinha Seabra (União Brasil). Até o momento, o governador tem dito que os dois nomes estão aptos, mas não anunciou publicamente nome para sucessão.
O cenário desenha duas movimentações na base governista que ainda não convergiram para um consenso. Enquanto isso, Amélio mantém agenda ativa e amplia exposição política. A atuação de Irisfran, segundo interlocutores, ocorre longe dos microfones, com foco na consolidação interna e na sustentação administrativa.
Antecedente que volta à conversa
O nome de Irisfran já esteve no noticiário em 2019, quando a Operação Imhotep, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, incluiu familiares do então chefe de gabinete de Amélio entre alvos de busca e apreensão. À época, a investigação apurava supostas fraudes em contratos de transporte escolar com recursos federais.
Não houve, naquele momento, anúncio de condenação judicial relacionada ao nome de Irisfran no âmbito da operação. Ainda assim, o episódio costuma ressurgir em conversas políticas quando seu protagonismo interno é citado.
