Um boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil do Tocantins apura a suspeita de desvio de materiais de uma obra pública no município de Praia Norte, no norte do estado. O registro foi feito na quinta-feira, 5, pelo vereador José Sousa de Lima (José do Teodoro), com suporte do professor Gildo, que comunicaram à autoridade policial a possível retirada de tijolos da construção de uma creche municipal.

De acordo com o boletim nº 00011554/2026, lavrado na 9ª Delegacia de Polícia de Praia Norte, o caso foi enquadrado, em tese, como peculato-furto. O Município de Praia Norte aparece como vítima. O documento relata que materiais da obra pública teriam sido carregados em caminhões e levados para uma obra particular localizada na Rua José Marque Filho, no bairro Encanto, no município de Augustinópolis.

Em entrevista à reportagem na noite desta quinta-feira, o vereador confirmou que realizou a denúncia e apresentou vídeos que, segundo ele, mostram o carregamento dos tijolos na obra da creche, a permanência do caminhão em frente à construção do hospital municipal de Praia Norte e, posteriormente, a entrega do material em um imóvel particular em Augustinópolis.

O parlamentar informou ainda que os vídeos já foram encaminhados à delegada responsável pelo caso e que pretende formalizar uma representação junto ao Ministério Público do Tocantins.

Segundo ele, a situação, em sua avaliação, não seria isolada e teria ocorrido em outras ocasiões durante a atual gestão municipal, comandada pela prefeita Bruna Gabrielle Neves Pires de Araújo (PSD), conhecida como Bruna do Ho Che Min.

O ex-prefeito da cidade, Ho Che Min Silva de Araújo, aparece com forte influência na gestão da sobrinha, conforme apuração da reportagem. Fontes ouvidas pelo Jornal Opção Tocantins apontam que o ex-gestor pode ser o responsável pela autorização da retirada do material da creche, o que não pode ser confirmado até aqui e nem consta no boletim oficial.

A Polícia Civil informou, no boletim, que o registro tem caráter inicial e que a apuração depende da apresentação de provas e da realização de diligências. Até o momento, não há inquérito concluído nem responsabilização formal.

A reportagem procurou a Prefeitura de Praia Norte e aguarda posicionamento oficial. O espaço segue aberto para esclarecimentos.