Nos eventos da pré-campanha da senadora Dorinha Seabra, um diagnóstico se repete entre prefeitos e lideranças que integram sua base de apoio. Para esse grupo, o cenário eleitoral ainda não reflete o verdadeiro peso da candidatura. A avaliação é que a disputa só mudará de patamar quando começar a campanha oficial e as administrações municipais passarem a atuar politicamente em favor da senadora.

A expressão mais ouvida entre esses aliados é “bater tambor”. No vocabulário político, significa colocar em funcionamento a estrutura construída nos municípios, mobilizar vereadores, secretários, lideranças comunitárias e apoiadores para pedir votos de forma organizada. A convicção desse grupo é que o apoio público demonstrado até agora representa apenas uma etapa da disputa e que a capacidade de mobilização dos mais de 100 prefeitos alinhados ao projeto ainda não entrou efetivamente em ação.

É dessa leitura que nasce a expectativa, repetida nos bastidores da própria base, de que Dorinha poderá liquidar a disputa ainda no primeiro turno. Trata-se de uma projeção feita por seus aliados, baseada na força eleitoral atribuída às prefeituras e às lideranças municipais. A resposta para essa aposta começará a aparecer depois das convenções e, principalmente, com o início oficial da campanha eleitoral.