Abandono escolar no Tocantins caiu 2,7% em três anos, aponta censo
26 junho 2026 às 16h34

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A segunda etapa do Censo Escolar 2025 apontou que, entre 2022 e 2025, a taxa de abandono escolar no Tocantins caiu de 3,8% para 1,1%, enquanto a reprovação recuou de 4,4% para 3%. O indicador que mede o atraso escolar também foi reduzido de 23,4% para 10,7%. O estudo realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) do Ministério da Educação (MEC) foi divulgado nesta sexta-feira, 26.
Os novos dados permitem calcular as taxas de rendimento escolar. De acordo com o censo, todos os indicadores apontam uma trajetória de melhoria do ensino médio público desde 2023, período em que o MEC implementou o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, a Escola em Tempo Integral e a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas. O Pé-de-Meia, lançado no início de 2024, já tem 76.878 estudantes do Tocantins, sendo 51,4% do sexo feminino e 48,6%, do sexo masculino. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) também registrou aumento de 46% nas inscrições realizadas por concluintes de escolas públicas, de 2022 a 2025.
Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Educação 2025, recentemente divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também apontam para um aumento na taxa ajustada de frequência escolar líquida entre os jovens, que passou de 76,8% em 2024 para 80,6% em 2025, o maior valor da série histórica desde 2016.
Portanto, de 2024 à 2025, a proporção de jovens de 15 a 17 anos fora do ensino médio caiu de 23,2% para 19,4%. A redução equivale a 16,3%, registrada em apenas um ano, e supera a observada nos quatro anos anteriores. De 2019 a 2022, a proporção de jovens fora do ensino médio caiu de 28,6% para 24,7%, ou seja, uma queda de 13% em quatro anos.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, disse que “os resultados demonstram que mais estudantes estão conseguindo permanecer na escola, avançar de série e concluir seus estudos no tempo adequado. O cenário reflete uma combinação de políticas públicas voltadas à permanência, à aprendizagem e ao aprimoramento das condições de oferta da educação básica. Observamos, ainda, uma melhoria simultânea nos indicadores de abandono, repetência e atraso escolar no Brasil”, afirmou.
Manuel Palacios, presidente do Inep, comentou sobre a pesquisa. “Um resultado novo, produzido pelo Inep, observa o que aconteceu com os estudantes que deveriam voltar à escola no ano seguinte e indica que a taxa de não retorno ao ensino médio caiu 28% entre 2022 e 2025, o que significa que mais jovens permaneceram estudando. Esse avanço faz bastante diferença: se esse indicador tivesse permanecido no nível observado em 2022, o Brasil teria, em 2025, quase 250 mil estudantes a menos no ensino médio – ou seja, um número muito grande de jovens que poderia estar fora da escola seguiu estudando”, disse.
