Advogada da mãe afirma que menino de 3 anos morreu em decorrência de violência sexual em Palmas
04 agosto 2026 às 12h27

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A advogada Stella Bueno, que representa Sabrina Feitosa, mãe do menino de 3 anos encontrado morto em Palmas, afirmou nesta terça-feira, 4, que a criança morreu em decorrência de violência sexual. Segundo ela, a informação consta na certidão de óbito à qual teve acesso durante o acompanhamento da mãe na Delegacia de Polícia.
Em nota divulgada anteriormente, a defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa informou que ele percebeu o filho em aparente situação de afogamento na piscina, prestou os primeiros socorros e que a criança voltou a reagir. Segundo os advogados, diante da melhora aparente, o menino foi colocado para descansar. Na manhã seguinte, ele teria sido encontrado sem sinais vitais. A defesa afirma ainda que Igor Gustavo se apresentou espontaneamente à Polícia Civil, prestou esclarecimentos, entregou as chaves da residência para a perícia e permanece à disposição das autoridades.
“Essa criança foi violentada e agredida da pior forma possível e infelizmente veio a óbito”, declarou a advogada à imprensa. De acordo com Stella Bueno, embora o inquérito policial tramite sob sigilo, as informações preliminares às quais a defesa da mãe teve acesso afastariam a hipótese de morte acidental.
“A princípio, a informação que recebi na delegacia, quando fui acompanhar a mãe da criança para prestar declarações, é de que não houve nenhum tipo de possibilidade de uma morte acidental”, afirmou.
A advogada também disse que a certidão de óbito apontaria como causa da morte hemorragia interna provocada por violência sexual. Até a publicação desta reportagem, a Polícia Civil não havia confirmado oficialmente essa informação, e o inquérito permanece sob sigilo.
Ainda segundo Stella Bueno, a perícia trabalha com a hipótese de que a criança tenha morrido ainda no domingo, 2, quando estava sob os cuidados do pai, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, investigado no caso. A afirmação contrasta com a versão apresentada pela defesa dele.
Conforme a defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa, o menino sofreu um princípio de afogamento na piscina da residência no domingo, foi socorrido, voltou a reagir após expelir a água ingerida, tomou banho e foi colocado para descansar. Na manhã de segunda-feira, 3, o advogado teria encontrado o filho sem sinais vitais e, posteriormente, procurado a Polícia Civil para comunicar o fato. Ele foi ouvido e liberado e permanece à disposição das investigações.
Na manhã desta terça-feira, o delegado Eduardo Menezes, responsável pelo caso, informou que foram encontrados indícios de violência no corpo da criança e que os laudos periciais serão fundamentais para esclarecer se a morte decorreu de acidente ou de homicídio.
Mãe já havia denunciado ameaças, diz advogada
Durante a entrevista, Stella Bueno afirmou que a mãe da criança já havia denunciado Igor Gustavo Veloso de Sousa por ameaças durante o relacionamento.
“Desde o início da relação, ela foi pautada pela violência. Ela já denunciou ele por diversas ameaças gravíssimas e, em determinado momento, essa violência foi projetada na própria criança”, declarou.
A advogada afirmou ainda que, na avaliação da família, o caso pode estar relacionado à chamada violência vicária, quando a agressão contra um filho é utilizada como forma de atingir emocionalmente a mãe. Essa, no entanto, é uma interpretação apresentada pela representante da família e ainda não integra oficialmente as conclusões da investigação.
Prisão pode ser solicitada
Questionada sobre a possibilidade de prisão de Igor Gustavo Veloso de Sousa, Stella Bueno disse acreditar que a Polícia Civil deverá representar pela prisão preventiva.
“Muito provavelmente a prisão preventiva será pedida pelo delegado. Eu não sei se isso já ocorreu, mas a informação que obtive é que esse pedido seria feito”, afirmou.
O caso é investigado pela 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas. A Polícia Civil informou que aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer as circunstâncias da morte.
A reportagem solicitou posicionamento à Secretaria da Segurança Pública do Tocantins sobre as informações apresentadas pela advogada da mãe e atualizará este texto caso haja manifestação oficial.
