O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça homologou nesta quarta-feira, 9, o acordo de colaboração premiada firmado pelo empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”.

Freixo Júnior é proprietário da “Entre Investimentos”, empresa apontada como utilizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro para o repasse de recursos destinados ao filme Dark Horse, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O acordo de colaboração foi firmado pelo empresário com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que encaminhou o caso ao STF para que Mendonça analisasse a homologação.

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A homologação ocorreu um dia depois de o empresário participar de uma audiência no gabinete de Mendonça. Durante a reunião, Mineiro confirmou ao ministro que aderiu à colaboração premiada de maneira espontânea.

Conforme revelou a coluna, no acordo apresentado à PGR, o empresário declarou que era responsável por realizar entregas de dinheiro em espécie a pessoas indicadas por Vorcaro. Ele também afirmou possuir vídeos que registraram parte dessas entregas.

Segundo informações, Mineiro mencionou na delação um ex-ministro do governo Jair Bolsonaro como um dos destinatários das malas de dinheiro e afirmou ter vídeos relacionados aos repasses.

Dark Horse

Na proposta de colaboração, o empresário também reconheceu ter sido responsável por repassar os recursos que Vorcaro havia destinado ao filme Dark Horse. O patrocínio, segundo o relato, foi negociado pelo banqueiro com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Aos investigadores, Mineiro afirmou que não tinha conhecimento sobre a destinação efetiva dos recursos que movimentava para Vorcaro. Entre os valores repassados estava o montante destinado ao filme sobre Bolsonaro.

Os recursos foram encaminhados para um fundo nos Estados Unidos administrado pelo advogado brasileiro Paulo Calixto, que é aliado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, atualmente vivendo autoexilado no Texas.