Ao lançar candidatura, Caiado critica Lula e Flávio Bolsonaro e defende alternativa à polarização política
26 julho 2026 às 14h29

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O PSD oficializou, neste domingo, 26, a candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República durante a convenção nacional do partido, realizada em São Paulo. A chapa terá como candidato a vice-presidente o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab.
Ao subir ao palco acompanhado da esposa, Gracinha Caiado, candidata ao Senado por Goiás pelo União Brasil, o presidenciável fez seu primeiro discurso após a oficialização da candidatura. Na fala, concentrou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), principais nomes da disputa ao Palácio do Planalto.
“Um está há 20 anos no poder e não fez nada, a não ser empobrecer o Brasil diante dos outros países do mundo. O outro já teve oportunidade e nada construiu. E hoje está às voltas com tantas denúncias no dia a dia da sua curta trajetória política”, afirmou.
Ao defender sua trajetória política, Caiado disse que nunca esteve envolvido em escândalos de corrupção. “Eu nunca estive envolvido em mensalinho, petrolão, mensalão ou em esquema para assaltar aposentado. O Banco Master avassalou todo mundo da política. Aqui não tem espaço para bandido crescer”, declarou.
O candidato também afirmou que o país precisa superar a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro e atribuiu a Gilberto Kassab a construção de uma alternativa eleitoral.
“Se não fosse a coragem do Kassab, só teriam ficado os dois candidatos. […] Não vamos cometer o erro de dar ao PT o candidato que eles querem no segundo turno para dar mais quatro anos de mandato ao Lula”, disse.
Na avaliação de Caiado, a disputa entre os dois adversários fortalece a rejeição dos eleitores. “Não é possível que o Brasil vai querer optar por aqueles que são os maiores rejeitados da política nacional. A eleição não é de rejeitados, mas para a escolha de quem traz resultados para a sociedade brasileira”, afirmou, ao lembrar que encerrou sua gestão em Goiás entre os governadores mais bem avaliados do país.
Durante o discurso, o presidenciável também desafiou Lula a participar dos debates eleitorais previstos para o primeiro turno. Caiado lembrou que disputou a Presidência pela primeira vez em 1989, quando enfrentou o atual presidente.
“Estou esperando o Lula para mostrar os 37 anos desde o primeiro debate e o que ele fez com o Brasil nesse período e como nós construímos esse país. Ele não quer ir para os debates, está com medo porque tem o rabo preso com a criminalidade, não tem coragem de apresentar nenhuma proposta”, criticou.
A convenção reuniu ainda lideranças do PSD de diferentes estados. Estiveram presentes os governadores Ratinho Junior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, que chegaram a ser cotados como possíveis pré-candidatos da legenda antes da definição pelo nome de Caiado.
Mesmo com a formação de uma chapa exclusivamente do PSD, o ex-governador também recebeu o apoio de Aldo Rebelo, pré-candidato à Presidência pelo Democracia Cristã (DC), que retomou sua campanha após decisão favorável da Justiça em disputa com a direção nacional do partido.
