O arcebispo metropolitano de Palmas, Dom Pedro Brito Guimarães, defendeu que a futura gestão do Tocantins tenha atenção especial às pessoas mais pobres e vulneráveis, em carta de congratulações encaminhada ao governador eleito, Vicentinho Júnior (PSDB), e ao vice, Amélio Cayres. Datada de domingo, 25 de outubro, a mensagem foi apresentada em nome de toda a Arquidiocese de Palmas.

No documento, o religioso afirma que o resultado eleitoral representa uma responsabilidade que vai além da conquista do governo. Para ele, o mandato deve transformar a atividade política em serviço à população, com compromisso com a justiça, a dignidade humana e a preservação ambiental.

“Senhor Governador eleito, a vitória nas urnas representa não apenas a conquista, mas também o compromisso de transformar a política em uma verdadeira expressão de amor ao próximo e de serviço à sociedade”, escreveu.

Ao tratar da relação entre a fé e o exercício de funções públicas, Dom Pedro cita o entendimento da Igreja de que “a política, quando bem exercida, é a melhor forma de se fazer caridade”. Segundo o arcebispo, esse princípio se aplica tanto aos representantes escolhidos nas urnas quanto aos eleitores.

O religioso também lembra a tradição da Igreja de rezar pelos governantes e pelas pessoas que ocupam posições de autoridade, para que exerçam suas atribuições com justiça. Na carta, deseja que o próximo governo seja orientado pela sabedoria, pelo diálogo e pelo compromisso permanente com o bem comum e com a “Casa Comum”, em referência ao cuidado com o meio ambiente.

A proteção das pessoas em situação de vulnerabilidade recebe destaque na mensagem. Dom Pedro pede que a administração estadual encontre na política um caminho para promover solidariedade e transformação social.

“Que sua gestão tenha um olhar especialmente sensível e acolhedor para os mais pobres e vulneráveis, fazendo da política um instrumento de esperança, solidariedade e transformação social”, afirmou.

Na parte final da carta, o arcebispo dirige ao governador eleito e ao vice um pedido de sabedoria, iluminação e discernimento para o exercício da missão confiada pela população tocantinense. Ele encerra invocando as bênçãos de Nosso Senhor do Bonfim, por intercessão de Nossa Senhora da Natividade, para eleitos e eleitores.