Assembleia diz que não sabia que diretor estava preso e pede informações a autoridades
29 setembro 2026 às 15h40

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A Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) afirmou nesta terça-feira, 29, que tomou conhecimento da prisão preventiva de seu diretor de Área Orçamentária e Financeira, Andrey Marques Queiroz Rocha, por meio de reportagem do Jornal Opção Tocantins. Em nota, a instituição informou que a Procuradoria solicitou informações oficiais aos órgãos competentes para apurar a situação e definir as providências administrativas cabíveis.
Andrey está preso desde sexta-feira, 18 de setembro, em um caso de violência doméstica, conforme confirmou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) à reportagem. Na consulta realizada pelo jornal nesta terça-feira, 29, o servidor permanecia identificado como diretor na página institucional e com situação funcional “Ativo” nos registros da Casa.
A manifestação, assinada pelo diretor-geral substituto, Antônio Braga Júnior, não anuncia exoneração ou afastamento administrativo do servidor. Andrey ocupa cargo comissionado e foi nomeado por ato do presidente da Assembleia, Amélio Cayres, que disputa o cargo de vice-governador na chapa de Vicentinho Júnior (PSDB).
Pedido de férias foi processado após a prisão
Segundo a Aleto, Andrey manifestou interesse em usufruir férias na semana anterior à publicação da Portaria nº 721/2026-DG. O pedido foi formalmente processado pela Diretoria de Recursos Humanos na segunda-feira, 21 de setembro, três dias depois da prisão.
A Assembleia sustenta que a concessão cumpriu os procedimentos administrativos e os requisitos legais. A nota, porém, não informa a data exata em que o servidor manifestou interesse nas férias, o que impede estabelecer se essa manifestação ocorreu antes ou depois da prisão.
Conforme os atos apresentados na reportagem, a Portaria nº 720/2026 concedeu férias para o período entre os dias, 21 de setembro e 20 de outubro. Já a Portaria nº 721/2026 designou Waldir Demétrios da Costa Junior para responder cumulativamente pela função durante a ausência do titular. Ambas foram publicadas na terça-feira, 22 de setembro.
Assembleia afirma que desconhecia a custódia
Na nota, a Aleto declarou que, até a publicação da matéria, não havia recebido comunicação oficial da SSP, de autoridade judicial, de representante legal do servidor ou de outro órgão competente sobre a prisão.
A instituição também argumentou que procedimentos dessa natureza tramitam sob sigilo e não são de conhecimento automático da administração pública. Segundo a Casa, as férias decorreram exclusivamente de requerimento administrativo apresentado pelo servidor, sem conhecimento dos fatos posteriormente noticiados.
A reportagem original já registrava que os documentos consultados não permitiam afirmar que a Assembleia sabia da prisão quando publicou os atos. O jornal havia questionado a instituição sobre quando tomou conhecimento da custódia e se as férias estavam previamente programadas, mas não recebeu resposta até a publicação.
Providências dependem de informações oficiais
A Assembleia informou que, após tomar conhecimento do caso pela reportagem, acionou sua Procuradoria para solicitar esclarecimentos às autoridades. A nota não especifica quais órgãos foram procurados, se houve retorno ou quais medidas serão adotadas em relação à permanência de Andrey no cargo.
De acordo com a SSP, o inquérito envolvendo o servidor tramitou na 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª Deam) de Palmas, foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário. A secretaria confirmou a prisão preventiva e informou que ele permanece custodiado, mas não detalhou os fatos investigados nem os crimes atribuídos ao diretor, em razão do sigilo. Andrey não foi condenado no caso.
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