Atividade escolar revela abusos e leva à condenação de homem por violência sexual em Araguaína
19 outubro 2026 às 17h00

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Uma atividade de conscientização sobre violência sexual realizada em uma escola foi o momento em que uma criança de 12 anos conseguiu relatar os abusos que sofria no ambiente familiar. O caso resultou na condenação de um homem a 22 anos, 8 meses e 29 dias de prisão por estupro de vulnerável, em Araguaína. A decisão acolheu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO).
Os crimes ocorreram em 2019. De acordo com a denúncia, o condenado era tio por afinidade da vítima e se valia da convivência familiar e das ocasiões em que ficava sozinho com a menina para cometer os abusos. Os episódios se repetiram principalmente na residência da avó da criança, onde ele também morava, em uma casa situada no mesmo terreno.
Ainda conforme a acusação, o homem exigia que a vítima não contasse a ninguém sobre os fatos. A imposição contribuiu para que a criança permanecesse em silêncio durante determinado período.
O relato na escola
A situação foi revelada em novembro de 2019, durante uma atividade escolar de conscientização sobre abuso sexual. Ao acompanhar a abordagem do tema, a criança começou a chorar e, após receber acolhimento da equipe da escola, conseguiu relatar os episódios de violência.
A orientação educacional informou a família sobre o ocorrido, e o caso foi encaminhado às autoridades competentes. Depois da revelação, a vítima começou a receber acompanhamento psicológico em razão dos impactos emocionais decorrentes dos abusos.
O caso também envolve a atuação da escola no acolhimento de crianças e adolescentes e no encaminhamento de relatos de possíveis violações de direitos à rede de proteção.
