Quaest aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula, com 45% a 44% no segundo turno
21 outubro 2026 às 11h08

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A disputa pela Presidência da República permanece em empate técnico a quatro dias do segundo turno das eleições. Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 21, aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 44%. A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos, para mais ou para menos.
Encomendado pela TV Globo e pelo jornal O Globo, o levantamento mostra estabilidade no cenário eleitoral em comparação com a pesquisa divulgada na quarta-feira, 14. Na ocasião, Flávio aparecia com 46%, enquanto Lula tinha os mesmos 44% registrados agora.
Os eleitores que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas representam 9%, percentual inalterado em relação à semana anterior. Já os indecisos passaram de 1% para 2%.
A pesquisa ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. O nível de confiança é de 95%, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026.
Rejeição a Lula cai seis pontos percentuais
Um dos principais movimentos identificados pela Quaest ocorreu nos índices de rejeição dos candidatos. O percentual de entrevistados que rejeitam Lula caiu de 53% para 47% em uma semana, redução de seis pontos percentuais.
Flávio Bolsonaro também registrou queda nesse indicador, passando de 54% para 52%. Apesar da redução, o candidato do PL continua com rejeição numericamente superior à do presidente.
Pesquisa espontânea mostra candidatos com 40% cada
No levantamento espontâneo, em que os entrevistados indicam sua preferência sem receber uma lista de candidatos, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados, com 40% das menções cada.
Nesse cenário, o percentual de indecisos dobrou em uma semana, passando de 7% para 14%. A proporção de entrevistados que declaram voto branco ou nulo recuou de 8% para 6%. O aumento da indecisão foi mais acentuado entre as mulheres, grupo em que o índice passou de 8% para 17%. Entre os eleitores classificados como independentes, que não se identificam com o petismo, o bolsonarismo, a direita ou a esquerda, o percentual subiu de 13% para 31%.
Nove em cada dez eleitores afirmam que não mudarão o voto
Apesar das oscilações nas intenções de voto, 90% dos entrevistados afirmaram que sua escolha para o segundo turno é definitiva. Outros 10% disseram que ainda podem mudar de candidato.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 93% consideram a decisão consolidada, enquanto 7% admitem a possibilidade de mudança. No eleitorado de Lula, 90% afirmam ter voto definitivo e 9% dizem que ainda podem rever a escolha.
A pesquisa também investigou a expectativa dos brasileiros sobre o resultado da eleição. Para 54% dos entrevistados, Flávio Bolsonaro será o vencedor, percentual que era de 53% na semana anterior. Já 37% acreditam na vitória de Lula, ante 35% no levantamento anterior.
Transferência de votos apresenta diferenças entre eleitores do primeiro turno
A Quaest também analisou como os eleitores de candidatos derrotados no primeiro turno pretendem votar na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Entre os que votaram em Augusto Cury, Lula passou de 34% para 48% das preferências, enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 30% para 33%. Nesse grupo, a intenção de votar em branco, anular ou não comparecer caiu de 30% para 16%. No eleitorado de Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro aparece com 57%, ante 42% na pesquisa anterior. Lula registra 21%, contra 23% há uma semana.
Entre os eleitores de Renan Santos, o candidato do PL passou de 40% para 51%, enquanto o presidente avançou de 14% para 25%. O percentual dos que pretendem votar em branco, anular ou se abster caiu de 43% para 24%. Já entre os entrevistados que não votaram ou escolheram branco ou nulo no primeiro turno, Lula registra 40% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro, 36%. Na semana anterior, os percentuais eram de 43% e 38%, respectivamente.
A Quaest ressalta que as margens de erro desses recortes são superiores à do levantamento geral, devido ao número reduzido de entrevistados em cada grupo. Elas variam de seis a 24 pontos percentuais, o que exige cautela na interpretação das diferenças e oscilações. Com a votação marcada para domingo, 25, o levantamento mantém o cenário de empate técnico entre os dois candidatos, ao mesmo tempo em que identifica mudanças na rejeição, na indecisão e na distribuição das preferências entre os diferentes grupos de eleitores.
