A maioria da bancada do Tocantins no Congresso Nacional se declarou favorável à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar fraudes envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado. Os dados constam no Placar do Estadão, que consultou deputados federais e senadores sobre a abertura de uma comissão para apurar crimes cometidos pelos operadores da instituição financeira.

Entre os deputados federais tocantinenses, cinco manifestaram apoio explícito à CPI: Eli Borges (PL), Filipe Martins (PL), Ricardo Ayres (Republicanos), Tiago Dimas (Podemos) e Vicentinho Júnior (PP). O posicionamento acompanha a tendência nacional, especialmente entre parlamentares de partidos de oposição ao governo federal.

Outros três deputados da bancada do Estado não confirmaram apoio nem rejeição à investigação. Alexandre Guimarães (MDB) e Antônio Andrade (Republicanos) constam no levantamento como “não deu retorno” à consulta feita pelo jornal. Já Carlos Henrique Gaguim (União Brasil) aparece como “não quis responder”, apesar de ter assinado o requerimento da CPI mista, protocolado pela oposição no Congresso, o que evidencia uma posição ambígua sobre o tema.

No Senado, o placar também aponta apoio parcial da representação tocantinense. A senadora Professora Dorinha Seabra (União Brasil) se declarou favorável à instalação da CPI. Já os senadores Eduardo Gomes (PL) e Irajá (PSD) não retornaram aos questionamentos do levantamento e não tiveram posicionamento registrado.

O caso do Banco Master tem gerado forte disputa política em Brasília. Governistas e oposição divergem sobre o formato e o foco da investigação, enquanto a cúpula do Congresso resiste a instalar uma nova CPI em ano pré-eleitoral. Mesmo com maioria declarada favorável entre deputados e senadores, a criação da comissão depende de decisão dos presidentes da Câmara e do Senado.

A postura da bancada do Tocantins reflete esse cenário: há maioria declaradamente favorável, mas o silêncio de parte dos parlamentares e a recusa de alguns em assumir posição pública reforçam o clima de cautela em torno de uma investigação que pode atingir políticos, autoridades e instituições financeiras com forte trânsito no Congresso Nacional.