O caso de possível violência sexual contra uma mulher em situação de vulnerabilidade, ocorrido no último domingo, 15, na Praia da Graciosa, em Palmas, provocou manifestações públicas de repúdio por parte de autoridades estaduais, entidades e movimentos sociais. O episódio ganhou repercussão após a circulação de imagens nas redes sociais que mostram a abordagem de um homem à vítima, com indícios de que o vídeo teria sido gravado a partir da base da Guarda Metropolitana de Palmas, e é apurado pela Polícia Civil do Tocantins.

Ao se manifestar sobre o caso, a Secretaria de Estado da Mulher informou que acompanha a situação no âmbito de suas atribuições institucionais e destacou a necessidade de apuração rigorosa, transparente e dentro do devido processo legal. “Ressalta-se a necessidade de apuração rigorosa, transparente e conduzida dentro do devido processo legal, com responsabilização conforme os elementos que venham a ser comprovados.”

A pasta também alertou para os impactos do compartilhamento de imagens e reforçou a importância de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres. “O compartilhamento de imagens relacionadas a casos dessa natureza pode configurar crime e contribuir para a revitimização”, informou em nota, ao acrescentar que situações com indícios de violência reforçam a necessidade de ações de prevenção, proteção e acolhimento às vítimas.

A primeira-dama do Estado, Karynne Sotero Campos, também se pronunciou sobre o episódio, manifestando solidariedade à vítima e a outras mulheres. “Recebo esse fato com profunda tristeza e revolta, porque nenhuma mulher deve ser exposta à violência, à humilhação ou a violação de seus direitos”, declarou.

Na mesma manifestação, a primeira-dama afirmou confiar na atuação das autoridades responsáveis pela apuração do caso. “A violência contra a mulher é uma realidade que precisa ser enfrentada com seriedade, responsabilidade e justiça. Confio que as autoridades conduzirão a investigação com o rigor necessário para completo esclarecimento dos fatos”, disse.

Representantes do Coletivo Somos informaram que estiveram em órgãos públicos para verificar as providências adotadas após o caso e defenderam o acompanhamento das investigações. Segundo o grupo, houve a instauração de sindicância e afastamento de envolvidos, além de pedidos por acompanhamento rigoroso das apurações. “Na GMP, foi instaurada sindicância, com afastamento dos envolvidos, e a apuração segue em andamento”, destacou a nota.

A Secretaria de Mulheres do Partido dos Trabalhadores Tocantins também divulgou nota manifestando indignação com o episódio ocorrido na capital. No texto, a sigla ressaltou a vulnerabilidade da vítima e a gravidade das suspeitas envolvendo a gravação do crime. “A violência foi praticada contra uma mulher em situação de extrema vulnerabilidade, em um espaço público e nas proximidades de uma base da Guarda Metropolitana”, diz a nota, que cobra celeridade nas investigações e responsabilização dos envolvidos.

O caso segue sob investigação policial e administrativa, sem conclusão oficial divulgada até o momento. Na quarta-feira, 19, a Prefeitura de Palmas informou que os três guardas metropolitanos que estavam de serviço no dia 15 de fevereiro, quando foi registrado um caso de violência sexual nas proximidades da Base da Graciosa, foram afastados das atividades até a conclusão das apurações administrativas.