CEO da Quaest coloca Tocantins entre 11 estados com cenário de eleição no 1º turno
27 setembro 2026 às 18h17

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CEO e sócio-fundador da Quaest, o cientista político Felipe Nunes colocou o Tocantins entre os 11 estados onde a disputa pelo governo apresenta cenário de definição ainda no primeiro turno das eleições de 2026. A análise considera pesquisas divulgadas até 25 de setembro e aponta que até 19 das 27 eleições estaduais podem terminar já em 4 de outubro.
Além do Tocantins, Nunes inclui nesse primeiro grupo Amapá, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. A avaliação considera o quadro apresentado pelas pesquisas disponíveis em cada estado.
Nunes é professor de Políticas Públicas da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EESP), Ph.D. em Ciência Política e mestre em Estatística pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).
Tocantins
A inclusão do Tocantins nesse grupo ocorre em um cenário no qual Professora Dorinha (União Brasil) mantém a liderança sobre Vicentinho Júnior (PSDB). A posição também aparece em pesquisas recentes de outros institutos, como Real Time Big Data e Veritá.
Na Real Time Big Data divulgada na sexta-feira, 25, Dorinha aparece com 40% das intenções de voto, contra 33% de Vicentinho. Laurez Moreira (PSD) registra 12%. Considerados apenas os votos válidos, Dorinha tem 44% e Vicentinho, 37%. O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre 21 e 24 de setembro e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
A pesquisa Veritá divulgada neste sábado, 26, também coloca Dorinha à frente. Entre os votos válidos, a candidata registra 45,1%, contra 39,3% de Vicentinho. Na rodada anterior do instituto, Dorinha tinha 43,8%.
Os dois levantamentos externos à Quaest mantêm Dorinha na liderança, mas com percentuais abaixo dos mais de 50% dos votos válidos necessários para vencer no primeiro turno. A Real Time registra 44% para a candidata e a Veritá, 45,1%.
A Veritá deste sábado não integrou o conjunto de pesquisas considerado por Nunes. A análise do cientista político tem como corte os levantamentos disponíveis até 25 de setembro, dois dias antes da divulgação da nova rodada do instituto.
Até 19 estados
Outras quatro disputas — Alagoas, Bahia, Ceará e Pernambuco — aparecem na análise de Nunes concentradas entre dois candidatos, com os demais concorrentes mais distantes. Pela distribuição das intenções de voto, esses estados também podem encerrar suas disputas no primeiro turno.
Nunes aponta ainda Acre, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Rondônia como estados nos quais o movimento registrado pelas pesquisas se aproxima desse cenário. Caso 19 disputas terminem na primeira rodada, seria o maior número desde 2002. Em 2010, 18 estados escolheram seus governadores no primeiro turno.
Para o cientista político, uma das explicações está na redução do número de candidatos aos governos estaduais. A média caiu de 8,3 candidaturas por estado em 2022 para 7,2 em 2026. Com menos nomes na disputa, os votos tendem a ficar concentrados entre os principais concorrentes.
Nunes também relaciona esse quadro às estratégias dos partidos diante das regras de desempenho e da distribuição dos fundos partidário e eleitoral. Com a eleição de deputados federais ligada à força das legendas nos anos seguintes, partidos concentram recursos nas disputas proporcionais e formam alianças nas eleições estaduais.
