O Tribunal do Júri de Gurupi condenou, na quarta-feira, 17, Maxley Noleto Xavier, conhecido como “Madruga”, a 58 anos e 6 meses de reclusão pela tentativa de homicídio contra três pessoas. Conforme os autos, o réu é apontado como integrante de uma facção criminosa e teria cometido o crime em razão de disputas por território entre organizações criminosas rivais.

Os jurados acolheram todas as teses apresentadas pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO). A pedido da acusação, a Justiça decretou a prisão preventiva de Maxley para o início imediato do cumprimento da sentença, em regime inicial fechado. Até a realização do julgamento, ele respondia ao processo em liberdade.

Durante a sessão, o promotor de Justiça Rafael Pinto Alamy apresentou aos jurados a acusação e descreveu as circunstâncias do crime, ocorrido na noite de 8 de junho de 2019, no Setor Pedroso, em Gurupi.

Segundo a denúncia, as três vítimas estavam sentadas em frente a uma residência quando foram surpreendidas por diversos disparos de arma de fogo efetuados de dentro de um veículo. As vítimas foram socorridas e sobreviveram, porém uma delas ficou paraplégica em consequência das lesões.

Na acusação, o Ministério Público atribuiu ao crime as qualificadoras de motivo torpe e do uso de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.

De acordo com a investigação, o revólver utilizado no atentado pertencia ao réu e já havia sido empregado em dezenas de outros crimes registrados em Gurupi, entre homicídios e tentativas de homicídio. Ainda conforme a apuração, Maxley era responsável por fornecer a arma aos integrantes da organização criminosa da qual fazia parte para a prática de ataques contra integrantes de uma facção rival.

Consta ainda que Maxley possui condenações anteriores por crimes de roubo, tortura e por um homicídio cometido 24 horas antes da tentativa de homicídio contra os três jovens no Setor Pedroso.